O governo dos EUA suspendeu de forma imediata a emissão de vistos para cidadãos do Afeganistão, após o ataque a tiros contra dois membros da Guarda Nacional em Washington, na última quarta-feira. O autor do atentado que matou um militar americano é de origem afegã, e estava no país desde a retirada do exército americano do país asiático em 2021.
A administração do presidente Donald Trump também anunciou que “suspendeu todas as decisões de asilo”, ordens após o presidente para “frear” o fluxo migratório em solo americano.
“O Departamento de Estado do presidente Trump suspendeu a emissão de vistos para todos os indivíduos que viajam com passaportes afegãos. Os Estados Unidos não têm prioridade maior do que proteger nossa nação e nosso povo”, informou o secretário de Estado, Marco Rubio, em suas redes sociais.
O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS, sigla em inglês) também anunciou na sexta-feira que experimentou uma “revisão rigorosa” dos cartões de residentes permanentes em solo americano, conhecidos como “green cards”, para imigrantes com origem no Afeganistão e de outras nações dezoito, entre elas Cuba, Venezuela e Haiti.
Uma das principais promessas de campanha de Trump, o país tem intensificado a sua política de proteção de fronteiras e, em junho passado, já havia proibido, por motivos de segurança nacional, viagens de pessoas procedentes de países como Birmânia, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen, além de cidadãos do Burundi, Laos, Serra Leoa, Togo e Turcomenistão.

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