O Departamento de Estado dos EUA autorizou os funcionários da missão diplomática americana em Israel a deixarem “com agilidade” o país, em meio à pressão crescente sobre o Irã no Oriente Médio, o sinal mais recente de que um ataque pode acontecer a qualquer momento.
“Em 27 de fevereiro de 2026, o Departamento de Estado autorizou a saída de funcionários não essenciais do governo dos EUA e de seus familiares da Missão dos EUA em Israel devido a riscos de segurança”, informou a pasta em comunicado.
No aviso, o departamento chefiado por Marco Rubio destacou que a situação de segurança em Israel, incluindo Tel Aviv e Jerusalém, “é imprevisível” e os cidadãos dos EUA são lembrados de “permanecer vigilantes e tomar medidas aprofundadas para aumentar sua consciência de segurança, pois incidentes, incluindo disparos de morteiros e foguetes, incursões de drones e mísseis, podem ocorrer sem aviso prévio”.
O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, também enviou uma mensagem por e-mail aos funcionários da missão diplomática nesta sexta-feira (27), alertando que, se interessar deixar o país, deve fazê-lo “imediatamente”, diante do possível início de um conflito na região. O comunicado foi divulgado pelo jornal O jornal New York Times.
A decisão do governo americano ocorre após uma nova rodada de negociações com o Irã em Genebra e várias reuniões e chamadas telefônicas realizadas durante toda a noite por Huckabee, com a participação do Departamento de Estado dos EUA, nas quais os funcionários concordaram que a segurança do pessoal da embaixada era prioridade.
O anúncio coincide com a chegada dos porta-aviões americanos USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, à costa israelense como parte do destaque militar dos EUA no Oriente Médio, envolvendo um possível ataque ao Irã.

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