EUA anunciam nova tarifa contra Brasil e outros países



O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou na tarde desta quinta-feira (23) uma nova tarifa de 12,5% sobre importações do Brasil por oferta com trabalho solicitado.

A medida, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, atinge outras 59 nações que, segundo o governo de Donald Trump, não agiram para proibir o uso de trabalho forçado no desenvolvimento de suas mercadorias, o que gera uma desvantagem comercial aos EUA. A sobretaxa pode variar de 10%, para países que “se comprometerem a adotar e a aplicar efetivamente proibições à importação de trabalho solicitado”; e de 12,5% para países que não receberam tal decisão.

A decisão do USTR foi tomada após duas rodadas de audiências públicas no início do mês, que contornam 2.100 comentários de partes interessadas na investigação. O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro esteve envolvido nas negociações nos EUA para evitar o tarifaço.

“O presidente Trump regularmente que décadas de persuasão moral não erradicaram o trabalho imposto das cadeias de suprimentos globais. Os EUA têm uma proibição de importação de produtos com trabalho solicitado há quase um século e a aplicação rigorosamente; já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo”, disse o Representante Comercial do país, Jamieson Greer.