O governo dos Estados Unidos informou nesta terça-feira (31) que está coordenando com o FBI ações para localizar e libertar uma jornalista americana que foi sequestrada em Bagdá, no Iraque. O sequestro da jornalista foi confirmado pelo Departamento de Estado após relatos iniciais das autoridades iraquianas.
O subsecretário de Assuntos Globais do Departamento de Estado, Dylan Johnson, afirmou que Washington já havia alertado a jornalista – identificado pela emissora americana CNN pelo nome de Shelly Kittleson – sobre a possibilidade de ameaças e até um possível sequestro dias antes do ocorrido.
“O Departamento de Estado já havia cumprido seu dever de alertar esta pessoa sobre os riscos e continuará coordenando com o FBI para garantir sua liberação o mais rápido possível”, afirmou na publicação na rede X.
De acordo com o Ministério do Interior do Iraque, um jornalista foi sequestrado por indivíduos não identificados naquele momento na capital do país. As forças de segurança iniciaram uma perseguição ao veículo usado pelos sequestradores, que acabaram capotando durante a fuga.
Conforme as autoridades iraquianas, um dos envolvidos foi preso e um dos veículos utilizados no crime foi apreendido. As operações continuam para localizar os demais suspeitos e garantir a libertação do jornalista.
De acordo com Johnson, um dos sequestradores detidos tem ligação com o grupo Kataib Hezbollah, uma das organizações terroristas que atuam no Iraque e é homologada ao Irã. A organização já foi acusada de realizar diversos ataques contra alvos americanos na região.
Fontes de conhecimento do caso relataram à imprensa internacional que o fato do jornalista foi alertado recentemente pelo governo dos EUA sobre riscos de sequestro ou atentados, incluindo possíveis ameaças atribuídas a grupos apoiados por Teerã.
A Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá informou que o Iraque permanece sob alerta máximo de segurança e reiterou a orientação para que os cidadãos americanos não viajem ao país. Em comunicado, a missão diplomática destacou que aqueles que optam por permanecer no território iraquiano o fazem sob “risco significativo”.

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