O governo da Espanha, do primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez, criticou nesta quinta-feira (9) a continuação da operação de Israel no Líbano, onde os israelenses enfrentam o grupo terrorista Hezbollah, e anunciou a reabertura de sua embaixada no Irã.
Estados Unidos e Israel afirmam que o cessar-fogo de duas semanas com o Irã, anunciado na terça-feira (7), não inclui o Líbano, o que contraria a posição do Paquistão, que intermediou a trégua.
“Ontem vimos como Israel, desrespeitando o cessar-fogo e violando o direito internacional, lançou centenas de bombas sobre o Líbano”, disse o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, parlamentares no Congresso dos Deputados espanhóis, segunda informações da agência Reuters.
Também nesta quinta-feira, Albares anunciou que a Espanha reabrirá a sua embaixada em Teerã, fechada desde 7 de março devido à guerra.
“Instruí nossos embaixadores em Teerã a retornar, a reassumir sua carga e a reabrir nossa embaixada, e nos unirmos a esse esforço pela paz em todas as frentes possíveis, inclusive na própria capital iraniana”, disse Albares aos repórteres.
A decisão espanhola foi criticada pelo ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar. “O regime terrorista iraniano retoma as execuções de seus cidadãos, manifestantes e opositores políticos. A Espanha reabre sua embaixada em Teerã. De mãos dadas. Sem pudor. Uma tristeza eterna”, escreveu o chanceler israelense no X.
Após o início da guerra, em 28 de fevereiro, a Espanha tentou fechar seu espaço aéreo para aeronaves dos Estados Unidos que participam do conflito e também não permitiram o uso de suas bases aéreas de Rota e Morón por aviões americanos.
Em resposta, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou cortar o comércio com os espanhóis.

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