Emicida: Eu acredito que o mercado tem várias tendências que se sobrepõem. Nesse momento, inclusive, acho que tem uma efervescência muito bacana rolando de artistas e produtores independentes remapeando sua cena, cidade por cidade. Já aconteceu em São Paulo, no Rio, e tenho certeza de que está acontecendo numa escala muito maior do que a que o Sudeste está conseguindo. Por quê? Porque a dimensão cultural é mais ampla do que a dimensão da indústria. Isso não é um mérito da indústria, porque ela capta um espectro menor, é tudo certo, é nessa dimensão que ela gera valor. Mas o valor da cultura é um valor difícil de colocar em números, porque ela é o que oxigena essas redes.

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