O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (7) que o regime cubano “vive seus últimos momentos”. A declaração foi dada durante o evento batizado como “Escudo da América”, em que o presidente norte-americano recebe, em Miami, líderes latino-americanos para o lançamento de uma coalizão cujo objetivo é combater os cartéis no continente.
No discurso sobre o que Trump classificou como “uma grande vitória na Venezuela, o americano afirmou que, após a resolução do conflito no Irã, o governo norte-americano deverá lidar com a questão cubana “nos próximos dias”.
“Eles [o regime de Cuba] no fundo do poço, não tem dinheiro, não tem petróleo, tem filosofia uma ruim. Querem negociar e estão negociando com o Marco Rubio. Há 50 anos, eu ouço falar de Cuba, mas o país está nos últimos momentos e vai ter uma nova vida”, afirmou o republicano.
Trump tem intensificado os ataques retóricos à pequena ilha da América Central nas últimas semanas. A ditadura cubana tem enfrentado — desde a queda do regime de Maduro, na Venezuela — graves crises de abastecimento.
O embargo do petróleo imposto pelos EUA, assim como o fim das remessas do fornecimento global mexicano — sob pressão de Trump — acentuaram a escassez de bens de consumo, a instabilidade econômica e o exôdo dos cidadãos cubanos.
Combate aos cartéis
Durante o evento deste sábado, Trump também ressaltou que os EUA trabalharão em conjunto com os países participantes do “Escudo da América” — em maioria, governados pela direita latina, como Argentina, El Salvador e Chile — para erradicar o problema dos cartéis e do tráfico de drogas em todo o continente americano.
“Eles ameaçaram a polícia de vocês. Nossas forças já têm trabalhado para combater isso, mas vamos aprofundar e expandir”, denunciou Trump. “Temos que erradicar, estamos piorando e tomando o controle do México. Não podemos permitir, eles estão próximos demais de nós”
O encontro faz parte de uma série de medidas do governo dos EUA componentes da chamada “Doutrina presidente Donroe”, versão do atual para a Doutrina Monroe, criada no século XIX, cujo objetivo é intervir em países do hemisfério ocidental, de acordo com os interesses dos EUA. A nova versão promete aumentar a segurança americana e diminuir a influência da China nas Américas.
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