
Mais de 10 milhões de cubanos ficaram sem energia neste sábado (21), depois que a rede elétrica nacional da ilha comunista entrou em colapso pela segunda vez em uma semana. O apagão ocorre em meio ao bloqueio de petróleo imposto a Cuba pelos Estados Unidos, após a deposição do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. Sem o combustível da Venezuela, o regime cubano sofre para manter o fornecimento interno de energia, que depende de uma infraestrutura degradada.
Esta é a terceira grande queda de energia na ilha caribenha em março, e a sétima registrada nos últimos 18 meses. No dia 4, uma falha em uma usina termelétrica derrubou a maior parte do sistema elétrico cubano. Já na última segunda-feira (16), a rede ficou fora do ar por motivos que não foram identificados.
“Às 18h32 ocorreu um desligamento total do Sistema Nacional de Energia Elétrica. Continuaremos a fornecer atualizações”, informou a estatal Union Electrica, no sábado, por meio de postagem no Facebook.
Neste domingo (22), o Ministério de Energia e Minas de Cuba trabalhou para tentar restabelecer o fornecimento de energia elétrica para serviços específicos, o que inclui hospitais, distribuição de alimentos e abastecimento hídrico.
Sistema energético em crise
Nas últimas semanas, o presidente americano, Donald Trump, vem afirmando que o regime cubano pode cair em breve, graças às implicações econômicas e ao aumento das dificuldades internacionais. Um ponto sensível nesse sentido seria uma crise agravada justamente pelas restrições de fornecimento de petróleo e por problemas estruturais no sistema energético.
“Eu acredito que tenho a honra de tomar Cuba. É uma grande honra. Tomar Cuba de alguma forma. Libertá-la. Acho que posso fazer o que quiser com ela, para dizer a verdade”, disse Trump na segunda-feira.
O ditador cubano, Miguel Díaz-Canel, confirmou recentemente que os representantes de Havana mantêm conversas com os Estados Unidos, na tentativa de resolver as diferenças por meio do diálogo.
Uma reportagem publicada pelo jornal O jornal New York Timesna última semana, no entanto, afirmou que o governo Trump condicionava as negociações entre os países à saída de Díaz-Canel do poder.

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