‘Coral do funk’ viralizou nas redes sociais Reprodução/Instagram Um funkeiro batendo palmas e rimando. Essa fórmula ganhou destaque nas redes sociais e chamou a atenção de nomes como o piloto Lewis Hamilton e o youtuber Mr. Foi graças à internet e às plataformas de vídeos que essa dinâmica ganhou fama e se tornou referência, virando não apenas uma forma de divulgação, mas a música em si. Mas agora esse tipo de conteúdo ganhou um novo elemento: os funkeiros agora se juntaram em grupo e reproduziram uma espécie de coral. A ideia viralizou. Foi o caso dos MCs Zignani, Oracioh e Kauan PV, que se autointitulam “Os Mlks da Medley”. Eles aparecem cantando pelas ruas, usando como base palmas sincronizadas. “É só a mão, o braço fica parado. A gente sincronizada para melodia fica limpinha e o pessoal gostou da ideia, os comentários elogiam muito como as vozes ficaram legais com as palmas”, explica MC Zignani. Texto inicial do plugin A ideia de gravar jovens MCs cantando com palmas sincronizadas e formação de coral partiu de MC DR. Ao g1, o funkeiro e empresário explicou que viu um vídeo no YouTube que o modernizou a mistura a ideia de um coral tradicional com o medley do funk, que ele chama de “Coral da Quebrada”. “Vi uma galera cantando como um coral na rua e pensei: ‘nossa, acho que dá para fazer isso no funk’. E a nossa essência é a palma da mão. Falei com os moleques e decidimos gravar um vídeo nessa pegada, focando nas vozes, algo que fica bem sincronizado e com a cara do nosso gênero”, diz o cantor. Texto inicial do plugin Os vídeos dos MCs cantando em uma escadaria na região do bairro Cangaíba, na Zona Leste de São Paulo, acumulam cerca de cinco milhões de visualizações no Instagram e TikTok. “Estamos muito felizes com a repercussão, não esperávamos mesmo. Agora o que a gente quer é fazer show, mostrar esse talento no palco”, contou MC Kauan PV. Os primórdios das palminhas As medleys (duas ou mais músicas cantadas sobre um mesmo ritmo) não existem funk desde os primórdios. Com a popularização dos celulares com câmera e do YouTube, no começo dos anos 2010, esse formato se tornou mais frequente no gênero. Um dos primeiros virais nesse modelo foi uma sequência com os MCs Guimê, Rodolfinho e Lon, alguns dos principais nomes na época. A linguagem foi se tornando cada vez mais popular, misturando não apenas a ideia inicial, de regravar músicas de sucesso no formato acústico, mas também apresentando futuros trabalhos. Foi assim, inclusive, que as produtoras do gênero passaram a apresentar novos nomes. MC Kevin, MC Hariel, MC Davi, MC IG, principais nomes do gênero hoje, apresentaram suas canções com medleys na palma da mão. Agora no g1 Palmas pelo mundo Em setembro de 2024, João Pedro Silva Coutinho, ou MC Menor JP, publicou um vídeo cantando uma música feita a partir de “Mina de Vermelho”, do MC Daleste. A versão do brasileiro chamou a atenção do mundo. Não pela letra, mas pela agilidade em bater palmas formando um ritmo acústico para a canção. Muitos influenciadores pelo mundo passaram a comentar ou replicar o vídeo de Menor JP, que acabou chamando a atenção de grandes nomes o levaram para turnês pela América Latina e Europa. “Quando eu vi o primeiro vídeo do gringo dançando, eu ‘rachei o bico’. Falei: ‘Mentira, chegou lá'”, disse, em entrevista anterior ao g1. Uma das celebridades que reproduziu o ritmo do funkeiro foi Lewis Hamilton, que chegou a ter uma aula com Menor JP durante uma passagem pelo Brasil. Texto inicial do plugin

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