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Como será a operação dos EUA para guiar navios por Ormuz

Redação Por Redação
4 de maio de 2026
Em Entretenimento
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Como será a operação dos EUA para guiar navios por Ormuz
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com

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Os Estados Unidos informaram que iniciaram nesta segunda-feira (4) o chamado Projeto Liberdade, que visa guiar navios comerciais retidos para que saiam da região do Estreito de Ormuz, bloqueado quase totalmente pelo Irã desde 28 de fevereiro.

Em comunicado, as forças do Comando Central dos EUA (Centcom, na abreviação em inglês) afirmaram que apoiam o plano, que tem o “objetivo de restabelecer a liberdade de navegação para o transporte marítimo comercial no Estreito de Ormuz”.

“Nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e para a economia global, visto que também mantemos o bloqueio naval”, afirmou o almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, na nota divulgada.

O comunicado afirmou que esse apoio militar será feito com caçadores de mísseis guiados, mais de cem aeronaves do Exército e da Marinha americana, plataformas não tripuladas multidomínio e 15 mil militares.

De acordo com a agência Associated Press, o Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pelos EUA, aconselhou os navios a atravessarem o estreito em águas de Omã, onde afirma ter sido estabelecida uma “área de segurança reforçada”.

A operação foi anunciada no domingo (3) pelo presidente americano, Donald Trump, na rede Truth Social.

“Países de todo o mundo, quase todos não envolvidos na disputa no Oriente Médio, que se desenrolam de forma tão visível e violenta, pediram aos Estados Unidos que ajudassem a libertar seus navios, que estão retidos no Estreito de Ormuz, por algo com o qual não têm absolutamente nada a ver — são meros espectadores neutros e inocentes!”, escreveu o mandatário republicano.

“Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis ​​​​restritas, para que possam exigir obrigações com suas atividades gratuitas”, acrescentou Trump.

O anúncio gerou uma notícia do regime iraniano: o major-general Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, sugeriu nesta segunda-feira que o Irã atacará navios que transitarem por Ormuz sem cooperação com autoridades iranianas.

“Mantemos e gerenciamos com rigor a segurança do Estreito de Ormuz com toda a nossa força e anunciamos a todos os navios mercantes e petroleiros que se abstenham de qualquer trânsito sem progresso com as forças armadas estacionadas no Estreito de Ormuz, para que sua segurança não seja posta em risco”, disse Abdollahi em comunicado, segundas informações da emissora CNN.

A interferência quase total do Estreito pelo Irã e um bloqueio americano a navios que partem e chegam aos portos iranianos são dois impasses nas discussões por um acordo para encerrar a guerra dos EUA e de Israel contra os iranianos, iniciado no final de fevereiro e desde 7 de abril em um tenso cessar-fogo.

Antes do conflito atual, cerca de 125 navios cruzavam o estreito diariamente. Segundo a plataforma Hormuz Strait Monitor, apenas 12 embarcações atravessaram a passagem nas últimas 24 horas.

Cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo transitavam por Ormuz antes do conflito, e o bloqueio iraniano fez os preços dessas commodities dispararem nos últimos dois meses.

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