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Como os EUA entraram na Venezuela e prenderam Maduro

Por Redação
3 de janeiro de 2026
Em Entretenimento
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Como os EUA entraram na Venezuela e prenderam Maduro
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus assessores deram mais detalhes de como ocorreu a operação que foi realizada na captura do ditador Nicolas Maduro neste sábado (3). Mais de 150 aeronaves atacaram defesas antiaéreas e transportaram militares de forças especiais que prenderam o ditador e sua mulher em uma unidade de segurança na ação batizada de “Operação Resolução Absoluta”.

Segundo o general Dan Caine, as aeronaves partiram de ao menos 20 bases espalhadas pelo continente. Uma força de helicópteros decolou na noite de sexta-feira (2), às 22h46 do horário local, de porta-helicópteros no mar do Caribe como o Iwo Jima, o Fort Lauderdale e o San Antonio. Eles se aproximaram da costa venezuelana voando a 30 metros de altura sobre o mar, para evitar detecção por radar.

Aviões de caça “invisíveis” e “naves mães”, capazes de lançar drones menores, então invadiram o espaço aéreo da Venezuela para destruir lançadores de mísseis S-300, de fabricação soviética, e outras defesas antiaéreas de longa e distância média. Autoridades americanas não informaram se houve destruição ou combate com caças Sukhoi 30 que Caracas possuía antes do ataque. Imagens de ao menos um lançador de mísseis destruído foram divulgadas em órgãos de mídia.

A base aérea de La Carlota, que fica na zona leste de Caracas, foi alvo de ataques. Ao menos um lançador de foguetes antiaéreos foi destruído no local.

A força de helicópteros então foi movida de uma instalação de segurança onde Maduro estava às 1h01 no horário local. Segundo analistas, o assalto inicial contra defesas antiaéreas de curta distância teria sido feito por helicópteros de ataque e drones, enquanto tropas de comandos desembarcavam de helicópteros pesados ​​Chinnok, capazes de levar 50 combatentes cada um ou até veículos blindados níveis. Uma das aeronaves americanas foi atingida por fogo antiaéreo, mas conseguiu retornar à base.

“Na nossa chegada na área do alvo, os presidentes ficaram sob fogo e eles responderam ao ataque com força esmagadora de autodefesa”, disse o general Caine.

Trump disse que Maduro foi preso antes que conseguisse fechar uma porta de aço do quarto em que dormia com a mulher. “Ele não conseguiu chegar até a porta porque nossos rapazes foram muito rápidos”, disse o presidente americano. “Nós pegamos eles de surpresa? Um tipo de surpresa, mas eles estavam esperando por alguma coisa. Houve muita oposição. Houve muito tiroteio”, disse Trump.

Nicolás Maduro e sua mulher Cilia Flores então permaneceram se rendidos e foram levados em um dos helicópteros enquanto caças e drones protegiam a remoção. Uma foto divulgada pelos EUA de Maduro capturada parece ter sido tirada a bordo de uma aeronave Chinook. Às 3h29 de sábado, todas as aeronaves já foram retiradas do território venezuelano. A que transportava Maduro pousou no porta-helicópteros Iwo Jima, posicionado no Mar do Caribe.

VEJA TAMBÉM:

  • Trump anuncia que EUA vão governar Venezuela até novo presidente assumir
  • O que é o “Cartel de los Soles”, pelo qual Maduro responderá na justiça dos EUA

Base militar Forte Tiuna foi alvo

Os EUA não deixaram claro onde Maduro estava exatamente na cidade de Caracas. Foi aqui apenas que ele estava em uma sala segura em uma instalação de defesa.

Um dos alvos na cidade foi o forte Tiuna, que é a base principal do Exército da Venezuela. Ela fica no sul de Caracas e também abriga a Academia Bolivariana Militar. Sua neutralização por ataques aéreos seria uma forma de imobilizar tropas venezuelanas, neutralizando o centro de controle militar e dificultando as comunicações. A ideia era dar mais liberdade de ação para comandos e forças especiais cumprir missões em outras partes da capital.

Outras áreas de concentração de tropas na capital e antenas de comunicação também foram bombardeadas com o aparente objetivo de inviabilizar a ocorrência venezuelana.

Aeroporto e Porto em La Guaíra

A província de La Guaíra fica ao norte da Venezuela, no litoral do Mar do Caribe, a 70 quilômetros de Caracas. Ela abriga o aeroporto Simón Bolívar, o maior do país, e o porto de La Guaíra.

Os ataques nessas regiões aparentemente tiveram função mais estratégica e secundária em relação à captura de Maduro. Por ficarem muito próximos de Caracas, o porto e o aeroporto seriam cruciais para o desembarque de tropas para uma invasão mais prolongada do país. Trump deixou claro que uma segunda onda de ataques poderia acontecer, mas agora foi descartada.

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Tags: BrasilcomoentrarameuaGazeta do PovoMaduromundoNotíciaspolíticaprenderamVenezuela
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