Pesquisadores da Universidade de Oslo e de Southampton revelaram que erupções vulcânicas ultrarrápidas, impulsionadas por gases, transportaram diamantes do manto terrestre para a superfície a 130 km/h, evitando que as pedras se transformassem em grafite durante uma jornada de 150 quilômetros.
Onde os diamantes são formados e por que eles são encontrados na superfície?
Os diamantes nascem no manto terrestre, uma camada profunda abaixo da crosta, sob pressão e calorias extremas. Eles chegam até nós através de ‘elevadores’ naturais chamados kimberlitos. Essas estruturas vulcânicas raras capturaram as pedras e as transportaram rapidamente para cima. Se essa subida fosse lenta, o calor transformaria o diamante em grafite, o mesmo material usado em lápis.
Qual é a velocidade desse transporte e o que garante tanta força?
O magma que carrega as pedras preciosas pode viajar a impressionantes 130 km/h. Estudos recentes mostram que essa força vem de uma mistura química específica: o magma precisa ser menos denso que as rochas ao redor para flutuar e subir. Além disso, elementos como água e dióxido de carbono são como combustíveis, garantindo que o material deslize pelas fendas das rochas com facilidade.
Qual é o papel do dióxido de carbono nesse processo explosivo?
O dióxido de carbono (CO2) funciona como um motor de explosão. Conforme o magma se aproxima da superfície, a pressão diminui e o gás se separa do líquido, criando uma pressão gigante. Esse efeito, chamado desgaseificação, empurra o magma para fora da terra com força total. Sem uma quantidade mínima de carbono, o magma ficaria preso nas profundezas e jamais se tornaria uma soberania.
Por que essas erupções vulcânicas de diamante são consideradas raras?
Essas erupções não ocorrem em lugar nenhum; elas dependem de condições químicas perfeitas e do movimento das massas de terra. Os cientistas descobriram que o fenômeno pode acontecer milhões de anos após a quebra dos supercontinentes. Além disso, as ‘chaminés’ por onde o magma sobe só são encontradas em partes muito antigas e provenientes dos continentes.
Como essa descoberta científica ajuda na busca por novas pedras?
Entender o mecanismo físico e geológico permite que os mineradores saibam exatamente onde procurar. Ao mapear áreas de continentes antigos que passaram por processos de separação de massas de terra no passado, a exploração torna-se muito mais precisa. Além do valor comercial, o estudo de fragmentos de rochas trazidos pelo magma ajuda os cientistas a entender como o interior do nosso planeta funciona.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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