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Como “golfinhos kamikazes” viraram assunto na guerra EUA-Irã

Por Redação
18 de maio de 2026
Em Entretenimento
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Como “golfinhos kamikazes” viraram assunto na guerra EUA-Irã
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, foi questionado por jornalistas durante uma entrevista coletiva no Pentágono, realizada no último dia 5, sobre o possível uso de “golfinhos kamikazes” na guerra em curso no Oriente Médio. A pergunta surgiu após relatos de que Teerã poderia empregar golfinhos carregando minas para atacar navios americanos no Estreito de Ormuz.

Hegseth respondeu a questão em tom de ironia, dizendo que não poderia “confirmar nem negar” se os EUA têm seus próprios “golfinhos kamikazes”, mas afirmou poder confirmar que o Irã “não tem nenhum”.

O tema entrou no debate após uma reportagem do jornal O Wall Street Journalpublicado em 30 de abril, afirmou que autoridades do regime iraniano relataram a possibilidade de usar “golfinhos carregando minas” contra navios de guerra dos EUA. Contudo, conforme apurou a emissora CNBCnão há confirmação pública de que o Irã tenha essa capacidade.

O uso de golfinhos e outros mamíferos marinhos em operações militares pelos EUA não é uma ficção. Segundo a imprensa americana, a Marinha do país mantém desde 1959 um programa que treina golfinhos e leões-marinhos para detectar minas, identificar ameaças subaquáticas, realizar vigilância e localizar objetos no mar.

Esses animais, contudo, não são treinados para ataques suicidas, como os da questão da coletiva. Segundo especialistas citados pela emissora CNBCa principal função dos golfinhos “militares” atualmente é localizar objetos submersos, como minas navais, usando ecolocalização – uma espécie de sonar biológico que permite identificar formas e distâncias debaixo d’água.

Ó estrategista militar Scott Savitz, faça grupo de reflexão Rand Corporaçãoexplicado à CNBC que os golfinhos costumam ser usados ​​pela Marinha dos EUA em águas abertas porque conseguem localizar minas e objetos submersos com grande precisão usando a ecolocalização. Já os leões-marinhos são mais utilizados em áreas com baixa visibilidade, para conseguirem enxergar melhor debaixo da água. Segundo ele, em alguns cenários, o biossonar dos golfinhos pode ser até mais eficiente do que equipamentos eletrônicos de detecção.

O histórico de uso militar desses animais remanescentes à Guerra Fria. A União Soviética também treinou golfe para fins de defesa, e parte desse programa teria sido herdada pela Ucrânia após o fim da URSS, em 1991. A Rússia teria retomado o uso militar desses animais após a fixação na Crimeia em 2014.

Há ainda relatos de que o Irã teria comprado golfinhos treinados para uso militar pela antiga Marinha soviética no início dos anos 2000, embora nunca tenha sorte de confirmação pública de que Teerã mantém atualmente um programa militar operacional com esses animais.

Os EUA já empregaram seus “golfinhos militares” em zonas de conflito. Durante a Guerra do Iraque, em 2003, os animais ajudaram na detecção e remoção de minas no porto de Umm Qasr, segundo especialistas relatados pela CNBC.

No caso atual, uma discussão sobre “golfinhos kamikazes” apareceu em um momento em que Washington tenta manter a pressão militar sobre Teerã e preservar a navegação no Estreito de Ormuz. Hegseth afirmou que o cessar-fogo seguiria em vigor, mas disse que os EUA observavam de perto as ações iranianas.

A pergunta acabou viralizando por uma hipótese incomum com uma prática militar real. O Irã não teve sua suposta capacidade confirmada, mas uma polêmica chamou a atenção para uma área pouco conhecida da guerra naval: o uso de animais treinados para detectar ameaças que drones e sonares ainda nem sempre conseguem substituir.

A declaração de Hegseth foi feita em meio à tensão em torno do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo que vem sendo alvo de bloqueios e operações militares tanto do Irã quanto dos Estados Unidos durante a guerra no Oriente Médio. O controle da passagem se tornou um dos principais pontos de impasse nas negociações para encerrar o conflito, já que Teerã insiste em manter o domínio total sobre a região.

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Tags: assuntocomoEUA - Estados UnidosEUAIrãgolfinhosguerrairákamikazesoriente médioviraram
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