As recentes vitórias da direita na Colômbia e no Peru fortalecem a influência de Donald Trump na América do Sul. Com novos acordos de segurança e operações militares avançadas pelos EUA, o governo brasileiro de Luiz Inácio Lula da Silva ruma ao isolamento político na região.
Quais países sul-americanos estão se alinhando aos Estados Unidos?
Recentemente, o eleito da Colômbia Abelardo de la Espriella e o Peru caminham para a vitória de Keiko Fujimori, ambos de direita. Esses países não são vizinhos como Argentina, Paraguai, Chile e Equador, que já possuem acordos de cooperação militar e de segurança com a administração de Donald Trump para combater crimes que ultrapassam fronteiras.
O que é o plano Escudo das Américas?
Trata-se de uma coalizão regional comandada por Washington para enfrentar o crime organizado transnacional. O plano envolve compartilhamento de inteligência e ações conjuntas. A Colômbia anunciou adesão imediata ao grupo, que já conta com nações como El Salvador e Argentina, mas exclui países com governos de esquerda, como o Brasil.
Por que o Brasil está ficando isolado na região?
Enquanto os vizinhos avançam em parcerias militares diretas com os americanos, o governo Lula mantém uma postura de enfrentamento pontual a Donald Trump. O Brasil se opõe, por exemplo, à classificação americana do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas, temendo que isso justifique intervenções militares estrangeiras em solo nacional.
Qual é a estratégia de Donald Trump para a América Latina?
O governo republicano vê a região como uma zona de influência natural e estratégica para resolver problemas internos dos EUA, como o tráfico de drogas e a imigração ilegal. Para isso, os americanos têm memorandos firmados que permitem desde investigações policiais conjuntas até a entrada de tropas para exercícios militares em países parceiros.
Como a opinião pública sul-americana tem reagido a essas mudanças?
Dados do Instituto Latinobarômetro indicam que o apoio à direita na América Latina atingiu seu nível mais alto em 20 anos. O principal motivo é a frustração da população com a criminalidade crescente. Esse cenário favorece políticos que prometem ‘mão forte’ e maior colaboração com agências de segurança dos Estados Unidos.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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