
O regime chinês interrompeu um culto na Igreja Early Rain Covenant (ERCC), localizada na cidade de Jiangyo, sudoeste do país, e levou dezenas de cristãos presos, incluindo dois pastores.
Testemunhas disseram à ONG China Aid, sediada no Texas, que cerca de 50 a 60 policiais e funcionários da ditadura de Xi Jinping participaram da operação. Entre os detidos e levados para interrogatório na delegacia local estavam os líderes religiosos Ancião Yan Hong e Ancião Wu Wuqing. Crianças pequenas também foram levadas.
A igreja afirmou à emissora britânica BBC que mais de 30 membros e líderes religiosos foram “levados à força em vários veículos policiais” durante a operação. Apesar das prisões, eles “confraternizaram, cantaram hinos e oraram até que a maioria fosse libertada”.
Entre os fiéis levaram o interrogatório havia idosos e crianças, que, segundo relatos, as autoridades trancaram em um salão de baile da igreja, onde foram reunidos e os submeteram a verificações de identidade enquanto ordenaram que parassem de cantar.
Fundada em 2008, a igreja protestante não estava no radar do Partido Comunista Chinês há muitos anos. A primeira ação policial durante um culto ocorreu em dezembro de 2018, sob a alegação das autoridades de que uma instituição religiosa violava as leis do regime por não ser registrada oficialmente.
Isso resultou na prisão do pastor fundador, Wang Yi, e de outros 100 membros da congregação. Yi chegou a ser condenado a nove anos de prisão em 2019 sob acusações de “subversão de poder e atividades comerciais ilegais”.
O motivo para a detenção de dois líderes da igreja ainda não está claro, segundo afirmou a igreja em um comunicado publicado no Telegram.
A congregação informou ainda que os policiais pretendiam fazer com que os presentes assinassem uma declaração juramentada em troca de sua liberação, mas não divulgaram o conteúdo do documento. Os fiéis se recusaram e foram finalmente liberados no final da tarde daquele domingo.










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