O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, acusou a China de financiar o terrorismo para comprar petróleo do Irã, em meio às crescentes tensões entre Washington e Teerã a respeito de uma operação americana para escoltar navios comerciais no Estreito de Ormuz.
Os comentários de Bessent foram feitos em entrevista à Fox News na segunda-feira (4). “O Irã é o maior patrocinador estatal do terrorismo, e a China compra 90% da energia iraniana, financiando assim o maior patrocinador estatal do terrorismo”, disse Bessent.
Apesar da acusação, o secretário do Tesouro pediu para que Pequim ajudasse a reabertura de Ormuz, passagem estratégica para onde cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo transitavam antes de 28 de fevereiro, quando teve início a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. O regime iraniano bloqueou quase totalmente o estreito desde então.
“Os ataques iranianos fecharam o estreito. Estamos reabrindo-o. Portanto, eu exorto os chineses a se juntarem a nós no apoio a esta operação internacional”, afirmou Bessent. Na semana que vem, o presidente americano, Donald Trump, viajará para Pequim para encontrar o ditador chinês, Xi Jinping.
O Projeto Liberdade teve início segunda-feira e visa guiar estes navios comerciais retidos para que saiam da região do Estreito de Ormuz.
O Comando Central dos EUA (Centcom, na abreviação em inglês) indicou que está prestando apoio militar a essa operação por meio de destruição de mísseis guiados, mais de cem aeronaves do Exército e da Marinha, plataformas não tripuladas multidomínio e 15 mil militares.
Em resposta ao anúncio, o Irã afirmou que visaria navios comerciais que transitassem por Ormuz sem cooperação com autoridades iranianas. Nesta segunda-feira, Washington e Teerã divulgaram relatos sobre ataques na região devido ao Projeto Liberdade, colocando em xeque o cessar-fogo que vigora desde 7 de abril.

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