A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou nesta quarta-feira (11) um projeto de lei chamado Lei SAVE Américaque visa importar requisitos rigorosos para o registro e a votação das eleições americanas. Se aprovada pelo Senado, a medida mudará a legislação eleitoral em 50 estados.
A iniciativa exige a identificação oficial para votar nas eleições federais, incluindo as presidenciais, e estabelece novas disposições destinadas a reforçar a segurança e prevenir a fraude eleitoral, segundo os seus idealizadores republicanos.
O presidente Trump tem feito campanha para a aprovação total da proposta, sob o argumento de que uma reforma legislativa evitará o que considere práticas fraudulentas, citando supostas irregularidades durante as eleições presidenciais de 2020.
Outro ponto do projeto de lei é a exigência de que os participantes apresentem um documento de identificação válido com foto antes de poderem votar, algo que alguns estados já foram desativados. Ele também impôs novas regras para o voto por correspondência, exigindo que os participantes apresentem uma cópia de um documento de identificação válido ao enviar sua cédula.
Os republicanos, que possuem maioria na Câmara dos Representantes, votaram em bloco a favor da proposta, que faz parte de um dos objetivos de Trump para regular as eleições, que, de acordo com a Constituição, dependem da gestão dos estados.
A medida foi aprovada com 218 votos a favor e 213 contra, com o democrata Henry Cuellar, do Texas, como o único membro de seu partido que votou a favor. O partido, em geral, tem afirmado que a medida privaria milhões de candidatos elegíveis do direito ao voto nos EUA.
O projeto agora segue para o Senado, onde enfrentará um caminho difícil. Apesar de os republicanos controlarem 53 cadeiras, a iniciativa precisa de 60 votos para ser aprovada. Duas senadoras republicanas, Lisa Murkowski e Susan Collins, já manifestaram sua oposição à proposta.

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