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Câmara dos EUA acusa Moraes de censura e guerra jurídica

Por Redação
1 de abril de 2026
Em Entretenimento
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Câmara dos EUA acusa Moraes de censura e guerra jurídica
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (1º) um relatório no qual manifestou preocupação sobre decisões da Justiça do Brasil a respeito de redes sociais e alegou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pratica censura e guerra jurídica que podem interferir na eleição presidencial brasileira, que será realizada em outubro.

“As ordens de remoção de conteúdo [de redes sociais] “Emissões pelo Brasil no âmbito global, sua progressão com censores dos EUA e estrangeiros e a remoção das proteções legais para plataformas de mídia social americanas representam uma ameaça à liberdade de expressão dos americanos”, alegou o relatório.

“Essas ações demonstram que o Brasil não busca apenas silenciar a dissidência política dentro de suas fronteiras, mas sim suprimir a liberdade de expressão em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos”, acusou o comitê.

A respeito da eleição de outubro, o colegiado afirmou que “muitas das ordens de censura do ministro Moraes têm como alvo seus oponentes políticos e os do presidente Luiz Inácio Lula da Silva [PT]tanto no Brasil quanto no exterior, às vésperas das eleições presidenciais brasileiras”.

“Por exemplo, entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, o ministro Moraes emitiu uma série de ordens contra Eduardo Bolsonaro [PL-SP] — filho do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro [PL] e irmão de Flávio Bolsonaro [PL-RJ]um dos principais candidatos à presidência brasileira — que atualmente reside nos Estados Unidos e é um importante defensor da imposição de avaliações americanas contra o ministro Moraes”, apontou o relatório.

“Essas ordens de censura do ministro Moraes e os pedidos de informação da Polícia Federal brasileira relacionadas à investigação subjacente proíbem as plataformas de ‘divulgar a decisão de suspender a confidencialidade — bem como a própria preservação dos dados – aos proprietários dos perfis, dada a natureza confidencial da investigação e o risco de interferência’, tornando as ordens secretas tanto ao público quanto ao alvo da censura”, escreveu o comitê.

O colegiado acrescentou que, em novembro de 2025, “ao mesmo tempo em que emitia essas ordens de censura, o ministro Moraes foi um dos ministros do Supremo Tribunal Federal que votou a favor do julgamento de Eduardo Bolsonaro por sua atuação política nos EUA”.

Argumentando que “a campanha de censura e guerra jurídica do ministro Moraes atinge o cerne da democracia brasileira e ameaça a liberdade de expressão nos Estados Unidos”, o Comitê Judiciário lembrou que Flávio Bolsonaro e Lula aparecem “virtualmente empatados” nas pesquisas para a eleição presidencial.

“As ordens de censura e a guerra jurídica do ministro Moraes contra a família Bolsonaro e seus apoiadores podem melhorar significativamente sua capacidade de se manifestar online sobre assuntos de importância pública nos meses que antecedem a eleição presidencial brasileira”, disse o comitê, que afirmou que “continuará supervisionando as ameaças de censura estrangeira para subsidiar legislação que proteja os direitos fundamentais dos cidadãos americanos”.

O comitê é presidido pelo deputado republicano Jim Jordan e a maioria de seus membros também é do partido do presidente americano, Donald Trump.

UM Gazeta do Povo solícito um posicionamento sobre o relatório a Moraes, por meio da assessoria de imprensa do STF, mas ainda não obteve retorno. Este texto será atualizado caso haja resposta.

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Tags: acusaAlexandre de MoraescâmaraCensuradonald trumpdosEduardoBolsonaroeuaEUA - Estados Unidosflavio bolsonaroguerraJairBolsonarojurídicalulaMoraesPartido Republicano (EUA)
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