• Anuncie
  • Contato
  • Home
  • Política
  • Política de privacidade
  • Quem Somos
  • Trabalhe Conosco
BCN
  • Menu
    • Política
    • Economia
    • São Paulo
    • Brasil
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Saúde
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Vídeos
  • Política de privacidade
Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Menu
    • Política
    • Economia
    • São Paulo
    • Brasil
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Saúde
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Vídeos
  • Política de privacidade
Sem Resultado
Ver todos os resultados
BCN
Sem Resultado
Ver todos os resultados

Bolívia retoma relações com EUA em meio a grave crise

Redação Por Redação
9 de novembro de 2025
Em Entretenimento
A A
Bolívia retoma relações com EUA em meio a grave crise
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Após quase duas décadas de alinhamento com a retórica anti-ocidental, a Bolívia, sob a liderança do recém-empossado presidente de centro-direita Rodrigo Paz, sinalizando uma mudança de rumo. A retomada das relações com os EUA, ausentes desde 2008, ocorre em meio a uma profunda crise econômica: inflação de 25%, escassez de dólares e queda de 80% nas reservas. O novo governo vê a reaproximação com Washington como um passo crucial para atrair investimentos, buscar ajuda financeira e, acima de tudo, garantir o futuro estratégico do vasto potencial de lítio na Bolívia.

Posse marca fim de 20 anos de domínio socialista

A turma de Rodrigo Paz, um economista de 58 anos e filho do ex-presidente Jaime Paz (1989-1993), marca o ponto final em quase 20 anos de domínio do Movimento ao Socialismo (MAS), cuja figura central foi o ex-presidente Evo Morales. Esse ciclo de governos esquerdistas, que teve a aliança com Cuba e Venezuela como um de seus pilares, cerrou-se em meio a aplausos e delegações internacionais no Palácio Legislativo de La Paz.

Em seu discurso de posse, no sábado (8), Paz foi categórico ao estabelecer distância de seus antecessores, Evo Morales e Luis Arce, ex-ministro da Economia de Evo Morales (2006-2020) e seu sucessor na presidência. O presidente eleito, vitorioso pelo Partido Democrata Cristão (PDC) em outubro, prometeu que o país “nunca mais” ficará isolado da comunidade internacional.

A retórica de Paz encontrou eco no público que buscava mudança de rumo: “Nunca mais uma Bolívia isolada, submetida a ideologias fracassadas, muito menos uma Bolívia de costas para o mundo”. Essa declaração representa uma clara orientação ao modelo estatista e ideologicamente fechado que, segundo a visão do novo governo, levou a nação ao empobrecimento.

A importância desse realinhamento foi sublinhada pela presença de líderes regionais como Javier Milei (Argentina) e Gabriel Boric (Chile), além do subsecretário de Estado americano, Christopher Landau. A presença de Milei, defensor do mercado livre, e de Boric, que apesar da orientação de centro-esquerda mantém relações pragmáticas com a região, sinalizou o interesse em reintegrar a Bolívia ao circuito diplomático sul-americano. O presidente brasileiro Lula (PT) não compareceu à cerimônia, enviando em seu lugar o vice-presidente Geraldo Alckmin, um gesto que reforça o contraste ideológico na região.

Relações diplomáticas retomadas ao nível de embaixadores

A Bolívia e os Estados Unidos não mantêm relações diplomáticas completas desde 2008, quando o então presidente Evo Morales expulsou o principal diplomata dos EUA, acusando-o de apoiar uma conspiração da direita na Bolívia. Washington, em retaliação, desenvolveu o mesmo movimento.

Rodrigo Paz iniciou a aproximação com os Estados Unidos nas últimas semanas, ainda como presidente eleito, chegando a viajar ao país para buscar ajuda financeira e a retomada das relações.

A formalização do fim do isolamento ocorreu imediatamente após a posse. Paz e o vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau, anunciaram o restabelecimento das relações diplomáticas ao nível de embaixadores. Este é um movimento de enorme peso político e estratégico, sinalizando que a Bolívia está pronta para reingressar no circuito de cooperação e investimento ocidental.

Reservas cambiais caíram 80% e subsídios consomem 3,4% do PIB

O principal motivo da reaproximação com os EUA é uma crise econômica acumulada durante os governos do MAS.

Paz assume um país em crise econômica profunda. O modelo de gestão do governo anterior, liderado por Luis Arce, drenou as reservas cambiais para sustentar políticas assistencialistas. Segundo o Banco Central da Bolívia, as reservas despencaram de US$ 15,1 bilhões em 2014 — pico do boom do gás — para US$ 3,2 bilhões em outubro de 2024, uma queda de quase 80%.

Essas reservas foram drenadas para manter subsídios universais à gasolina e ao diesel. Segundo projeções do FMI, esses subsídios contribuíram para 3,4% do PIB boliviano — um peso fiscal considerado insustentável pelos analistas econômicos e que compromete investimentos em infraestrutura e serviços essenciais.

A Bolívia experimentou um boom econômico impulsionado pelas exportações de gás entre 1999 e 2014, com auge entre 2004 e 2011, quando o gás representou mais de 50% das exportações e sustentou o superávit comercial. Com a queda desse setor, o país não consegue mais financiar as políticas assistencialistas que marcaram o período.

Os indicadores econômicos evidenciam a urgência da mudança:

  • O país enfrenta uma grave escassez de dólares e combustíveis.
  • A inflação anual atingiu 19% até outubro, após ter atingido um pico de 25% em julho.
  • A crise levou a própria paz a questionar publicamente o legado da esquerda: “O que diabos fez com a gente com toda essa bonança? Por que há pessoas, famílias, que não têm o que comem hoje, se éramos tão ricos, com tanto gás e com o petróleo como futuro?”.

Para a Bolívia, a retomada dos laços com os EUA e o Ocidente é, portanto, uma medida de sobrevivência pragmática, essencial para estabilizar a moeda, garantir a entrada de divisas e viabilizar o investimento estrangeiro necessário para reativar a produção.

Governo promete mercado livre e corte de subsídios aos combustíveis

O plano de governo de Rodrigo Paz representa uma mudança significativa na direção ao mercado livre e na responsabilidade fiscal, alinhando-se aos princípios que historicamente pautam a relação com os parceiros ocidentais, como os EUA. Paz prometeu uma série de reformas ambiciosas destinadas a desfazer os entraves criados pelos anos de domínio estatal e burocrático:

  • Abertura Econômica e Investimento: “O país precisa voltar a produzir”, declarou Paz. Seu plano inclui aumentar a economia, atrair investimentos e reduzir as tarifas para bens que não são fabricados localmente.
  • Corte de Subsídios: Uma das medidas mais difíceis, mas consideradas essenciais para a saúde fiscal, é a promessa de cortar mais da metade dos subsídios aos combustíveis.
  • Modernização e Desburocratização: O governo promete um “governo da inovação, da ciência, da tecnologia e do futuro verde”. Além disso, ele aplicará uma ambiciosa descentralização e um programa de “capitalismo para todos”, focado na formalização da economia, eliminação de obstáculos burocráticos e redução de impostos, pilares centrais para destravar o potencial produtivo boliviano.

O novo presidente insiste que o desenvolvimento econômico deve caminhar junto com o respeito ao meio ambiente.

Contratos de lítio com China e Rússia serão revisados

O futuro imediato da Bolívia, e o sucesso da reaproximação com os Estados Unidos, está intrinsecamente ligado ao lítio, essencial para baterias de veículos elétricos.

A Bolívia possui 21 milhões de toneladas de lítio em reservas, segundo o United States Geological Survey (USGS) — mais que o dobro dos 9,3 milhões de toneladas do Chile. Contudo, quase todo esse recurso permanece no subsolo. Os depósitos bolivianos, localizados em Salmoura, apresentam altos níveis de magnésio, o que historicamente encareceu a produção e dificultou a exploração comercial em larga escala.

O governo anterior de Luis Arce apostou em técnicas de proteção direta e firmou contratos com empresas chinesas (Contemporary Amperex Technology) e russas (Uranium One) para desenvolver projetos de exploração. A equipe de Paz considera esses acordos “obscuros” e acredita que “foram firmados às escondidas das regiões e do país”, segundo um importante assessor econômico do novo presidente.

A estratégia de paz é colocar a Bolívia entre os principais exportadores de lítio e, para isso, revisar os contratos existentes com as potências asiáticas e russas. Essa promessa de revisão acompanha diretamente a retomada das relações com os Estados Unidos e a busca pela assistência e expertise americana, assim como pelo capital ocidental, fundamental não apenas para a exploração da riqueza mineral, mas também para garantir a transparência e a segurança jurídica dos investimentos.

A Bolívia, no entanto, encontra-se em uma corrida contra o tempo. O mercado global de lítio já enfrenta excesso de oferta, e inovações em baterias que usam alternativas ao lítio podem reduzir a demanda futura. Além disso, o país ainda não possui certificação para suas reservas nem legislação clara sobre o mineral. Analistas alertam que uma “janela de oportunidade” está prestes a se fechar. Se o país não agir rapidamente, corre o risco de ter uma “lei muito boa em um momento muito ruim — daqui a cinco anos — e ela não será mais aplicável”.

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Tags: BolíviaChinacriseeuaEUA - Estados UnidosEvo MoralesgravemeiorelaçõesretomaRússia
Postagem Anterior

Adolescente fica surpreso com armas e objetos furtados em Miguel Pereira

Próxima Postagem

Lula critica EUA na Colômbia e não visita vítimas de tornado

Próxima Postagem
Lula critica EUA na Colômbia e não visita vítimas de tornado

Lula critica EUA na Colômbia e não visita vítimas de tornado

Deixe o Seu Comentário

PREVISÃO DO TEMPO

Fonte de dados meteorológicos: Wetter 30 tage

IMPOSTO DE RENDA 2026

IMPOSTO DE RENDA 2026

ENSINO SUPERIOR EAD

CURSO PROFISSÃO RÁPIDA

INVESTIGADOR PROFISSIONAL 11 98806-4613

INVESTIGADOR PARTICULAR 11 98806-4613

TERRENO EM JANAÚBA/MG (38) 9.9154-0000

JASMIRA IMÓVEIS (38) 9.8831-0162

CERTIFICADO DIGITAL SEM SAIR DE CASA

JASMIRA IMÓVEIS (38) 9.8831-0162

INVESTIGADOR DIGITAL 11 98806-4613

INVESTIGADOR PARTICULAR 11 98806-4613

CURSOS ONLINE

  • Anuncie
  • Contato
  • Home
  • Política
  • Política de privacidade
  • Quem Somos
  • Trabalhe Conosco

© 2024 Rede BCN | Todos os direitos reservados. E-mail: redacao@redebcn.com.br

Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Menu
    • Política
    • Economia
    • São Paulo
    • Brasil
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Saúde
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Vídeos
  • Política de privacidade

© 2024 Rede BCN | Todos os direitos reservados. E-mail: redacao@redebcn.com.br

Cookies
Servimos cookies. Se acha que está tudo certo, clique em "aceitar tudo". Você também pode escolher que tipo de cookies deseja clicando em "configurações".
Configurações Aceitar tudo
Cookies
Escolha que tipo de cookies aceitar. Sua escolha será salva por um ano.
  • Necessário
    Esses cookies não são opcionais. São necessários para o funcionamento do site.
  • Estatísticas
    Para que possamos melhorar a funcionalidade e a estrutura do site, com base em como o site é usado.
  • Experiência
    Para que o nosso site funcione o melhor possível durante a sua visita. Se você recusar esses cookies, algumas funcionalidades desaparecerão do site.
  • Marketing
    Ao compartilhar seus interesses e comportamento ao visitar nosso site, você aumenta a chance de ver conteúdo e ofertas personalizadas.
Salvar Aceitar tudo
Vá para versão mobile
%d