A ativista iraniana Narges Mohammadi, ganhadora do prêmio Nobel da Paz em 2023, foi detida “de forma violenta” nesta sexta-feira (12) durante uma homenagem a Khosrow Alikordi, um advogado de direitos humanos morto na semana passada, segundo anunciou sua fundação.
Mohammadi, de 53 anos, foi preso “de forma violenta” pelas forças de segurança iranianas, informou a fundação em uma mensagem na rede social X, na qual detalhe que recebeu “informações confiáveis” sobre o fato.
De acordo com a fundação, os ativistas Asadollah Fakhimi, Akbar Amini, Hassan Bagherinia e Abolfazl Abri também foram detidos durante uma cerimônia em homenagem a Alikordi, um conhecido advogado que foi encontrado morto em seu escritório em Teerã há uma semana.
Mohammadi entoou vários gritos durante a homenagem, incluindo “Viva o Irã”, de acordo com as imagens compartilhadas pela fundação, antes de ser detida e agredida.
A ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 2023 estava em liberdade condicional e, no final de novembro, denunciou publicamente que as autoridades iranianas proibiram “permanentemente” de sair do país e não emitiram um passaporte para que pudessem visitar seus dois filhos, os quais ela não vê há 11 anos.
Mohammadi está fora da prisão há um ano, quando foi libertado por problemas de saúde. Um ativista já foi preso 13 vezes, condenado nove vezes e encarcerado pela última vez em 2021.
Apesar das condenações e da prisão, um ativista dos direitos humanos e das mulheres continua a denunciar a divulgação dos direitos humanos no Irã, entre elas a aplicação da pena de morte e a violência contra mulheres que não usam o véu islâmico.
O Comitê Norueguês do Nobel concedeu em 2023 o prêmio Nobel da Paz ao ativista “por sua luta contra a opressão das mulheres no Irã e pela promoção dos direitos humanos e da liberdade para todos”.

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