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Arqueólogos descobrem mansão romana de 1.800 anos sob escola após relato de estudantes

Redação Por Redação
3 de julho de 2026
Em Entretenimento
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Arqueólogos descobrem mansão romana de 1.800 anos sob escola após relato de estudantes
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Uma recente descoberta transformou uma escola de ensino médio de Roma em um novo ponto de interesse para pesquisadores da história do Império Romano. Debaixo do ginásio do colégio Liceo Científico Cavourna região central da capital italiana, arqueólogos encontraram uma residência de luxo construída há cerca de 1.800 anos, com afrescos, mosaicos e ornamentações preservados.

A escavação foi iniciada em janeiro de 2026, depois que relatos feitos por estudantes sobre a existência de ambientes arqueológicos chegaram à Superintendência Especial de Roma por meio da professora de História e Latim Claudia Marino.

Os arqueólogos confirmaram que os espaços pertenciam a uma antiga casacomo eram conhecidas como casas das famílias mais ricas da Roma Antiga.

O curioso é que, durante anos, os alunos dessa escola contavam histórias sobre a existência de salas escondidas sob o ginásio onde praticavam esportes. Mas a lenda era real.

O imóvel preserva murais coloridos, mosaicos, relevos de estuque e outros elementos que ajudam os arqueólogos a compreender como vivia parte da elite da Roma Antiga.

Como e onde aconteceu a descoberta da casa luxuosa de 1.800 anos?

Os primeiros discursos surgiram muito antes das escavações. Segundo a revista Live Science, Diversos alunos exploraram, por conta própria, túneis de trechos existentes sob o prédio da escola e encontramos corredores e salas antigas.

A situação mudou quando Claudia Marino foi informada sobre as explorações clandestinas. Ela comunicou sobre o local ao órgão responsável pelo patrimônio da cidade. A descoberta, porém, só foi divulgada em maio deste ano, pelo professor Filippo Coarelli, arqueólogo da Universidade de Perugia, na Itália.

O Liceo Scientifico Cavour fica situado numa das áreas mais históricas de Roma, próximo ao Coliseu e ao Fórum Romano. Antes de funcionar como escola, o edifício abrigava uma congregação missionária católica.

Quando essa construção foi erguida, no fim do século XIX, os arqueólogos já haviam encontrado parte de uma antiga domus. Mesmo assim, boa parte da construção soterrada por mais de um século.

A região possui enorme importância histórica. Os historiadores acreditam que políticos famosos da Roma Antiga permaneceram residências neste bairro durante o período do Império Romano.

Os arqueólogos concluíram que a casa foi construída em meados do século II dC Até o momento, apenas uma parte da residência foi escavada, já que a estrutura continua abaixo do prédio da escola e provavelmente se estende por áreas ainda não exploradas. Por enquanto, o sítio destruído recebeu o nome de Domus Liceo Cavour.

Como foi encontrada a residência embaixo do ginásio da escola romana?

No piso inferior do ginásio havia vários cômodos preservados da antiga residência. Os arqueólogos encontraram paredes praticamente intactas, corredores estreitos e salas fechadas, protegidas durante séculos por camadas de terra e entulho.

Segundo Coarelli, um dos responsáveis ​​pelas escavações, o trabalho foi especialmente complexo devido aos espaços reduzidos, sem iluminação natural e com pouca circulação de ar. Antes da retirada dos sedimentos, foi necessário reforçar parte da estrutura para evitar riscos de desabamento.

A residência preserva diversos elementos típicos das mansões da elite romana do século II. Entre os principais achados estão:

  • murais com figuras humanas e motivos florais;
  • decorações em estuque nos tetos em forma de abóbada;
  • frisos ornamentais, desenhos e geométricos;
  • um mosaico preto composto por grandes pedras irregulares, estilo pensado para a época;
  • fragmentos de cerâmica, como ânforas e recipientes usados ​​no cotidiano.

Os pesquisadores também identificaram grafites muito mais recentes, feitos entre as décadas de 1920 e 1950 por estudantes, visitantes e outras pessoas que tiveram acesso a ambientes estruturais antes que eles fossem novamente esquecidos.

Quem eram, de fato, os moradores da residência?

Os pesquisadores ainda não chegou a uma conclusão sobre quem morreu na residência. Segundo a Live Science, uma inscrição encontrada durante escavações realizadas no século XIX sugere que a residência pode ter pertencido a um membro da família Umbrius, grupo sobre o qual existem poucas informações históricas.

Porém, os arqueólogos acreditam que eles são originários do centro-sul da Itália, próximo a Pompeia, e mudaram para a região.

Já o portal Wanted in Rome relata que análises estratigráficas identificaram antigos proprietários. O primeiro deles seria L. Fabius Gallus, um senador romano do século II dC Ele serviu como cônsul suffeito (equivalente a um vice-presidente) no ano de 131 e é conhecido principalmente por ser denunciado em objetos destruídos, como selos em canos de chumbo, já que ele teria sido o proprietário de um sistema de abastecimento de água privado em Roma.

As análises também identificaram, posteriormente, uma mulher chamada Umbria Albina como proprietária do imóvel. Ela teria sido uma aristocrata romana. O nome de Umbria também foi encontrado em canos de água. Os arqueólogos ainda estudaram os vestígios para determinar com maior precisão quem ocupou a residência ao longo dos séculos.

Seja de Umbria ou de Gallus, a casa encontrada foi considerada nobre para a época. Isso acontece porque, na Roma Antiga, a decoração era um dos principais indicadores de riqueza. Os afrescos preservados, os detalhes em estuque e o mosaico encontrados mostram que os proprietários investiram em acabamentos sofisticados, típicos das residências das famílias mais ricas do Império Romano.

O chamado “vermelho pompeiano”, uma tonalidade muito utilizada na pintura mural romana, ainda aparece vivo em parte das paredes, mesmo após quase dois mil anos. Para os arqueólogos, a preservação dos ambientes oferece uma rara oportunidade de observar técnicas construtivas, padrões decorativos e aspectos do cotidiano da elite romana.

Roma ainda esconde construções antigas sob a cidade moderna

Roma é considerada uma das cidades arqueologicamente mais complexas do mundo. Ao longo de mais de dois mil anos de ocupação contínua, novas construções foram erguidas sobre edifícios antigos, criando sucessivas camadas históricas sob ruas, praças e imóveis modernos.

Por isso, escavações para obras de infraestrutura frequentemente revelam templos, casas, estradas, aquedutos e outros vestígios do passado romano.

No caso do Liceo Cavour, o local também será fruto de estudos, mas as escavações ainda não foram concluídas. Os pesquisadores acreditam que a residência continua sob outras áreas da escola e poderá ser investigada futuramente.

A direção do colégio e a Superintendência Especial de Roma estudam abrir o sítio arqueológico para visitação pública. Entre as possibilidades discutidas está a participação dos próprios estudantes como guias, apresentando aos visitantes a história da residência descoberta debaixo do ginásio onde estudavam.

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Tags: anosapósarqueólogosCiganodescobremescolaEstudantesmansãorelatoromanasob
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