A Argentina registrou um recorde comercial superávit de US$ 3,504 bilhões em maio, um aumento de 477% em comparação com o mesmo mês de 2025, impulsionado por um forte crescimento das exportações e uma queda nas importações, segundo informaram fontes oficiais nesta quinta-feira (18).
O saldo positivo em maio representou um aumento de 29,1% em relação ao superávit progresso em abril deste ano, que foi de US$ 2,713 bilhões. Com o resultado, a Argentina registra agora 30 meses consecutivos de superávit comercial.
O volume de comércio (exportações mais importadas) cresceu 14,6% em maio em relação ao ano anterior, totalizando US$ 15,570 bilhões, segundo relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) nesta quinta-feira.
Em maio, a Argentina alcançou um histórico recorde de exportações, com um volume de US$ 9,537 bilhões, 34,4% a mais do que no mesmo mês de 2025.
“Todas as principais categorias de exportação registraram crescimento em comparação com maio do ano passado, com aumentos de 167,1% em combustíveis e energia, 22,5% em produtos primários, 20,5% em produtos agrícolas produzidos e 20,1% em produtos industriais produzidos”, detalhou o ministro da Economia argentino, Luis Caputo.
Em uma mensagem nas redes sociais, Caputo destacou que as exportações de combustíveis e energia atingiram um “recorde histórico”, enquanto as exportações de produtos industriais fabricados “atingiram o segundo maior valor já registrado para o mês de maio”.
Enquanto isso, segundo o relatório do Indec, as importações avaliadas em US$ 6,033 bilhões, apresentaram queda de 7% em relação ao ano anterior.
Nos primeiros cinco meses do ano, a Argentina acumulou um superávit comercial de US$ 11.784 bilhões, com exportações totalizando US$ 40.359 bilhões e atingindo US$ 28.575 bilhões.
O superávit acumulado até maio já ultrapassa o superávit total de 2025, que foi de US$ 11.320 bilhões, contra um superávit de US$ 18.928 bilhões em 2024.

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