Seus romances têm protagonistas exclusivamente masculinos. Como você construiu esse olhar?
Ana Paula: “Às vezes a gente se prende muito no que se supõe que devemos pensar ou sentir: se você é uma mulher, você tem que pensar desse jeito. Isso faz parte do próprio sistema. Te esmaga, te fecha, te enfia dentro de uma caixa, tranca e joga a chave fora. Eu trabalho com expansão de consciência. Quando escrevo, eu subo no alto de um prédio, de uma montanha. É a partir daí que posso ampliar o olhar.
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