O advogado Martin De Luca, que representa o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes é o “exemplo paradigmático” de pessoas que podem ser visadas pela Lei do Granito (Lei Granito), projeto de lei que foi apresentado este mês na Câmara dos EUA.
“A Granite Act responde a uma tendência preocupante que ganhou destaque por meio das ações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu inúmeras ordens secretas e aplicou multas para censurar cidadãos americanos”, escreveu De Luca em uma série de posts no X no domingo (7).
A matéria propõe que governos de outros países ou “funcionários públicos estrangeiros que tentam censurar cidadãos americanos” possam ser processados em tribunais dos EUA por plataformas, cidadãos e empresas americanas.
“Isso inclui tentar de multar, ameaçar, bloquear ou coagir plataformas para se recusarem a censurar”, escreveu o advogado. “Alexandre de Moraes emitiu ordens de censura sigilosas, multas diárias, comunicações de dados e ameaças às plataformas americanas, todos os discursos políticos protegidos nos EUA.”
De Luca afirmou que, se a Granite Act for aprovada, Moraes “perde a imunidade”, “pode ser processado pessoalmente” e ser alvo de pedidos de indenização por danos que podem ultrapassar US$ 10 milhões por incidente e “suas ordens não podem ser reconhecidas nos EUA”.
“Ele é o exemplo paradigmático para o qual a lei foi criada”, acusou De Luca. UM Gazeta do Povo solicitei à assessoria do STF um posicionamento de Moraes sobre os comentários de De Luca, mas ainda não obtive resposta. Este texto será atualizado caso haja retorno.
Este ano, devido às decisões de Moraes relacionadas às redes sociais americanas e ao processo no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro, o Instituto Lex de Estudos Jurídicos e Viviane Barci de Moraes, esposa do juiz e diretora do instituto, sofreram avaliações econômicas do governo Trump.
As medidas foram baseadas na Lei Magnitsky, uma legislação dos Estados Unidos que permite a Washington aplicar avaliações contra acusados de violação de direitos humanos e corrupção em todo o mundo.
Rumble e Trump Media ingressaram este ano com um processo contra Moraes na Justiça Federal da Flórida, alegando que medidas do ministro do STF relativas à plataforma de vídeos seriam ilegais pela legislação americana.
A Trump Media faz parte da ação porque o Rumble fornece serviços de nuvem para a Truth Social, principal produto da empresa de mídia do presidente americano.

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