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'A Empregada' traz suspense fora do tom que diverte pelos motivos errados; g1 já viu

Por Redação
31 de dezembro de 2025
Em Celebridade, Celebridades, Cinema, Entretenimento, Eventos, Famosos, Música, TV e Cinema
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'A Empregada' traz suspense fora do tom que diverte pelos motivos errados; g1 já viu
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Depois de um ano marcado por uma sequência de fracassos de crítica e bilheteria, especialmente após estrelar um polêmico comercial de jeans, Sydney Sweeney deve estar bastante aliviada com “A Empregada”. O filme estreia nos cinemas brasileiros oficialmente nesta quinta-feira, 1 de janeiro. O longa, que adapta um livro de sucesso de vendas em várias partes do mundo, foi bem recebido quando lançado nos Estados Unidos na segunda metade de dezembro e deve acabar com a maré de azar da atriz americana. Mas, mesmo com essa boa recepção, “A Empregada” não consegue ser um bom filme de suspense devido a alguns erros e exageros que chegam a causar risos quando deveriam provocar tensão no público. Na trama, Sweeney interpreta Millie Calloway, uma jovem de passado problemático, que busca uma chance para conseguir ter uma vida melhor. Ao ser aceita para trabalhar como empregada doméstica de uma família rica de Long Island, ela acredita que as coisas vão melhorar para o seu lado. Assista ao trailer do filme “A Empregada” Mas, aos poucos, as estranhas atitudes de sua patroa, Nina Winchester (Amanda Seyfried), sempre descoberta pelo marido, Andrew (Brandon Sklenar, de “É Assim Que Acaba”), testa sua paciência e resistência, pois sabe que precisa do emprego para atingir seus objetivos. Logo, Millie começa a perceber que seus patrões guardam segredos estranhos que podem lhe causar graves problemas e se vê em um jogo de gato e rato, onde vai precisar ser mais esperado do que os Winchesters para sobreviver. Morando com o perigo Baseado no livro de Freida McFadden (ela atua como produtora executiva no filme), “A Empregada” até conta com boas situações que intrigam o espectador pelos caminhos inusitados que levam a história. Em alguns momentos, fica difícil prever o que acontece em seguida pelas formas que os personagens se comportam, o que deixa tudo bem intrigante. Só que isso ocorre mais na primeira metade da trama, porque à medida que ela avança, fica um pouco previsível como vai ocorrer a grande reviravolta que mexe de forma brusca com os protagonistas. Mesmo quem não leu o livro vai rapidamente perceber as “surpresas” que vão surgir, deixando tudo anticlimático e até mesmo previsível. Mille (Sydney Sweeney) desconfia de que algo está muito errado com seus patrões em “A Empregada” Divulgação A principal causa disso é a direção acima do tom do cineasta Paul Feig, que ficou famoso por comandar a comédia “Missão Madrinha de Casamento” e a versão feminina de “Caça-Fantasmas” (2016). Feig parece não se incomodar em deixar várias cenas históricas demais, a ponto de deixar as tragicômicas ao invés de preparar as tensões de verdade, o que esvazia o suspense. Isso dá a entender que o objetivo é enfatizar o choque pelo choque, ao invés de trabalhar melhor a tensão que surge entre os personagens da trama. Por causa disso, é possível rir do que acontece na história ao invés de despertar curiosidade para saber como tudo vai se resolver. O curioso é que Feig parecia ser o diretor ideal para levar “A Empregada” para a telona, ​​porque tinha feito um ótimo trabalho ao adaptar o livro “Um Pequeno Favor” para o cinema em 2018, com Anna Kendrick e Blake Lively, e sua sequência “Outro Pequeno Favor” em 2025. Nesses dois filmes, ele consegue manter o público atento a tudo o que acontecia, sem sentir tédio no processo. Mas, em “A Empregada”, o ritmo irregular, especialmente na passagem do segundo para o ato, e o constrangimento de alguns momentos, como nas sequências que deveriam ser picantes, mas são bem insípidas, põem tudo a perder, infelizmente. Andrew (Brandon Sklenar) apoia a esposa Nina (Amanda Seyfried) em cena de ‘A Empregada’ Divulgação Mas o diretor não é o único culpado pelo resultado irregular de “A Empregada”. O roteiro escrito por Rebecca Sonnenshine, que escreveu mais para séries de TV como “The Boys” e “Diário de um Vampiro”, também não ajuda muito ao criar diálogos surreais e situações nada convincentes. Um exemplo disso, sem dar spoilers, tem a ver com uma coleção de pratos. Quem assistir ao filme vai ver o quanto essa questão, por mais que esteja no livro, não funciona quando adaptado para o cinema. Além disso, Sonnenshine não construiu bem alguns personagens, como a filha de Nina (Seyfried), que ora antipatiza com a protagonista vívida de Sweeney, ora parece gostar dela de uma hora para outra. Mas o pior mesmo fica para o sofisticado Enzo, interpretado por Michele Morrone (da franquia “365 dias”), que deveria ser um cara misterioso, mas que só é tedioso mesmo por não ser tão bem desenvolvido. Mulheres de fases e o bibelô O que torna “A Empregada”, no entanto, um bom passatempo apesar de suas falhas, são as boas atuações de seus protagonistas. Embora Sydney Sweeney já tenha realizado trabalhos mais interessantes em outros papéis, ela nunca deixa Millie ser desinteressante. Com um tom que vai ficar cada vez mais irônico, especialmente a partir da segunda metade da trama, a atriz faz com que sua mocinha tenha mais camadas do que geralmente se vê nesse personagem. Com um roteiro melhor, ela ainda teria obtido um resultado mais interessante. Nina (Amanda Seyfried) interpreta Mille (Sydney Sweeney) em cena de ‘A Empregada’ Divulgação Mas quem realmente roubou o filme para si é a mesma Amanda Seyfried. A atriz de filmes como “Mamma Mia”, “Garota Infernal” e “Os Miseráveis” convence como a assustadora Nina, que surge inicialmente como uma mulher dócil e gentil para, logo em seguida, ser capaz de fazer escândalos e cometer atos cruéis sem nenhum pudor. A forma como Seyfried muda de uma persona para outra impressão e é responsável por tornar algumas sequências (em especial da primeira parte) bem interessantes. Já Brandon Sklenar fica bem com Sweeney e Seyfried em termos de atuação porque sua interpretação nunca sai do superficial. Ele parece estar em cena apenas para evidenciar seus atributos físicos e nunca parece ser uma pessoa de verdade. Nem mesmo quando é revelada a grande reviravolta da trama, quando deveria ter um peso mais dramático para ele. Mas, pelo menos, ele não é tão inexpressivo quanto ao já citado Michele Morrone, o que já é um mérito. Fechando o elenco principal, Elizabeth Perkins, de “Quero Ser Grande” e “Os Flintstones – O Filme”, ​​não sai muito da caricatura como a Sra. Winchester, a controladora mãe do personagem de Sklenar. Do jeito que ficou, “A Empregada” deve agradar ao público que procura diversão num suspense que parece não ter vergonha de ser caricato em alguns momentos. Não deve ficar na memória de muita gente ao terminar uma sessão de cinema. Mas pode gerar o entretenimento necessário para que os outros livros de Freida McFadden com o mesmo protagonista sejam adaptados para o cinema em pouco tempo. Para a alegria de Sydney Sweeney. Cartela revisão crítica g1 Arte/g1

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