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GREVE DOS CORREIOS ACABA APÓS 15 DIAS: VEJA O QUE MUDA PARA QUEM TEM ENCOMENDA ATRASADA

Por Nardel Azuoz
25 de setembro de 2026
Em Brasil, Geral
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GREVE DOS CORREIOS ACABA APÓS 15 DIAS: VEJA O QUE MUDA PARA QUEM TEM ENCOMENDA ATRASADA

Foto: Divulgação I Correios

Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com

Trabalhadores encerraram o movimento após decisão do TST, que considerou a greve não abusiva, determinou o retorno às atividades e definiu reajuste salarial de 4,09%

A greve dos Correios chegou ao fim após 15 dias de paralisação. Os trabalhadores iniciaram o retorno às atividades na noite de quinta-feira (24), após assembleias aprovarem o encerramento do movimento, e a retomada das operações ocorre nesta sexta-feira (25).

A paralisação havia começado em 10 de setembro e terminou após o julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). A Corte considerou o movimento não abusivo e determinou a volta dos funcionários ao trabalho.

TST define fim da greve dos Correios

A decisão do TST foi tomada na quinta-feira (24), durante o julgamento do dissídio coletivo envolvendo a paralisação.

Além de determinar o retorno dos trabalhadores, o tribunal autorizou a compensação dos dias parados. Dessa forma, os períodos de ausência não deverão ser simplesmente descontados dos salários, mas compensados pelos empregados conforme as regras definidas após a decisão.

O tribunal também rejeitou o pedido dos Correios para que a greve fosse considerada abusiva.

Durante o período de paralisação, havia uma determinação judicial para que fosse mantido um percentual mínimo de trabalhadores em atividade. O TST analisou os argumentos apresentados pela empresa e pelas entidades representantes da categoria antes de concluir o julgamento.

Reajuste salarial de 4,09%

Entre os pontos definidos pelo TST está um reajuste salarial de 4,09%, com aplicação retroativa a agosto de 2026, segundo informações divulgadas após o julgamento.

O mesmo percentual também foi estendido a benefícios vinculados ao salário, como vale-refeição e bolsa-creche, conforme informações publicadas sobre a decisão.

A decisão também preservou parte das condições previstas no acordo coletivo da categoria.

Segundo informações do Sintect-SP divulgadas pela imprensa, 73 cláusulas do acordo coletivo foram mantidas.

O que acontece com as encomendas atrasadas?

Com o fim da greve, uma das principais preocupações de consumidores e empresas é a normalização das entregas.

Durante os 15 dias de paralisação, encomendas, cartas e outros objetos postais foram afetados em diferentes etapas da operação, dependendo da adesão dos trabalhadores e da região.

Com a retomada das atividades, a tendência é que os Correios concentrem esforços na regularização do fluxo acumulado.

A empresa já havia informado, durante a greve, que adotava medidas para minimizar os impactos, incluindo remanejamento de equipes, reforço das atividades operacionais e ações logísticas para preservar o funcionamento dos serviços.

Isso significa que o encerramento da paralisação não necessariamente fará com que todas as encomendas atrasadas sejam entregues imediatamente. Objetos que ficaram represados precisam voltar a entrar no fluxo normal de triagem, transporte e distribuição.

Retomada deve ser gradual

A expectativa é que a operação dos Correios seja normalizada progressivamente.

O tempo necessário para eliminar eventuais atrasos pode variar conforme a unidade, a região e o volume acumulado durante a paralisação.

Para quem está aguardando uma encomenda, o acompanhamento do código de rastreamento continua sendo uma das principais formas de verificar a movimentação do objeto.

Empresas que utilizam os Correios para vendas pela internet também devem acompanhar os prazos de entrega nos próximos dias, especialmente aquelas que registraram acúmulo de pedidos durante a paralisação.

Plano de saúde foi um dos principais pontos de conflito

A greve ocorreu em meio a uma negociação marcada por divergências entre os trabalhadores e a direção dos Correios.

Um dos principais pontos de discussão foi o plano de saúde dos empregados, aposentados e dependentes.

A categoria também contestou medidas relacionadas ao processo de reestruturação da estatal, incluindo mudanças na estrutura de atendimento e redução de distritos postais.

A questão do plano de saúde continua relevante mesmo depois do fim da greve, já que a decisão judicial estabeleceu mudanças no modelo do benefício.

Greve começou em 10 de setembro

A paralisação foi deflagrada em 10 de setembro, depois que as negociações da campanha salarial terminaram sem acordo.

Segundo a Agência Brasil, a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect) informou que a greve ocorreu após o encerramento das negociações sem consenso entre as partes.

Durante o movimento, o TST determinou a manutenção de 80% do efetivo de trabalhadores nas operações dos Correios, diante da natureza essencial dos serviços prestados pela empresa.

O que muda a partir desta sexta-feira?

Com a retomada das atividades, os principais efeitos esperados são:

  • retorno dos trabalhadores às atividades;
  • retomada gradual do processamento de encomendas;
  • normalização progressiva das entregas;
  • tratamento do volume acumulado durante a greve;
  • compensação dos dias parados pelos trabalhadores;
  • aplicação do reajuste salarial de 4,09%, conforme a decisão do TST.

O ritmo de normalização poderá variar entre localidades e serviços.

Correios entram em nova fase após a paralisação

O encerramento da greve representa o fim de uma das principais mobilizações trabalhistas enfrentadas pelos Correios em 2026, mas não elimina os desafios financeiros e administrativos da empresa.

A estatal atravessa um processo de reestruturação e busca medidas para melhorar sua situação financeira e operacional.

O fim da paralisação permite que a empresa concentre novamente seus esforços na prestação dos serviços postais, enquanto trabalhadores e representantes sindicais continuam acompanhando as questões relacionadas ao acordo coletivo e ao plano de saúde.

Para os consumidores, o principal efeito esperado é a recuperação gradual do fluxo de encomendas e correspondências.

Encomendas devem voltar a avançar

Após 15 dias de paralisação, a retomada das atividades marca o início de uma nova etapa para os Correios.

As encomendas que ficaram retidas ou tiveram seu transporte afetado durante a greve deverão voltar ao sistema operacional, mas a normalização completa pode levar algum tempo devido ao volume acumulado.

Por isso, consumidores e empresas devem acompanhar o rastreamento dos objetos nos próximos dias.

O encerramento da greve ocorre após a decisão do TST que reconheceu a não abusividade do movimento, determinou o retorno dos trabalhadores e estabeleceu regras para a compensação dos dias parados, além do reajuste salarial de 4,09%.

Greve dos Correios: principais informações

Início: 10 de setembro de 2026
Duração: 15 dias
Fim: 24 de setembro, com retomada das atividades em 25 de setembro
Decisão: Tribunal Superior do Trabalho (TST)
Reajuste: 4,09%
Greve considerada: não abusiva
Dias parados: deverão ser compensados
Principal impacto para clientes: atrasos e acúmulo de encomendas durante a paralisação

A partir de agora, o foco passa a ser a retomada completa das operações e a redução gradual do volume acumulado durante os 15 dias de greve.

Fontes: Msn/Agência Brasil

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Tags: acordo coletivocorreiosCorreios hojeeconomiaencomendas atrasadasencomendas Correiosentrega de encomendasfim da grevegreve dos Correiosgreve dos Correios 2026notícias do BrasilNotícias em Alta Agorparalisação dos Correiosreajuste salarialserviços postaistrabalhadores dos Correiostribunal superior do trabalhotst
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