Missão pede que STF controle políticas sobre avanço de facções; Dino é o relator


A Missão, partido oriundo do Movimento Brasil Livre (MBL), pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) obrigasse a União, os estados e o Distrito Federal a implementar políticas públicas para proteger o domínio de territórios pelas facções. A arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) assinada pelo deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) foi protocolada nesta segunda-feira (27) e distribuída ao ministro Flávio Dino.

Na petição inicial, Kataguiri alegou que o Brasil “caminha em marcha acelerada” para se tornar um narcoestado, uma vez que já tem falhado em impor sua soberania em parte do território, já passando pela infiltração de organizações criminosas no setor público.

A principal reclamação é pelo reconhecimento do chamado “estado de coisas inconstitucionais”, termo utilizado pelo Supremo para classificar certas ações como “processos estruturais” e, com eles, atuar no acompanhamento da implementação de políticas públicas. Dino já tem duas dessas ações nas mãos, que acompanham as emendas parlamentares e a movimentação dos servidores públicos. Outro exemplo é a ação que quer lidar com problemas no sistema carcerário, cujo relatoria vence com o substituto de Luís Roberto Barroso.

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