O PT iniciou uma nova ofensiva política para responsabilizar a família Bolsonaro pela nova sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e passou a testar o slogan “Defenda o Brasil do tarifaço dos Bolsonaros”. A estratégia amplia a campanha iniciada nas redes sociais com o apelido de “TariFlávio”, criada pelo secretário de Comunicação do partido, Éden Valadares, para associar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) às medidas anunciadas pelo governo de Donald Trump.
Segundas apurações do jornal Folha de S.Paulo e faço site Metrópolesa nova identidade visual utilizará os núcleos verde e amarelo e a bandeira do Brasil para reforçar a mensagem de que o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seriam os responsáveis pela defesa dos interesses nacionais.
“Defenda o Brasil do tarifaço dos Bolsonaros”, diz o novo slogan do PT.
VEJA TAMBÉM:
-

Tarifaço: retaliação aos EUA só prejudicaria os consumidores brasileiros, avaliação economista
A mobilização ganhou força após o ministro Guilherme Boulos convocar, na última quinta-feira (16), membros do grupo conhecido como “portas-vozes de Lula” para intensificar a divulgação da campanha nas redes sociais. Em mensagem enviada aos participantes, Boulos classificou o aumento das tarifas como “a expressão da mais alta traição do ‘Tariflávio’, da família Bolsonaro contra o povo brasileiro”.
Na mesma mensagem, o ministro afirmou que o apelido teria “dois pais”. Segundo ele, um pai é “o Trump agitou lá na Casa Branca pelo interesse colonialista dos Estados Unidos”, enquanto que o outro pai seria o próprio senador “agindo por interesse eleitoral, por traição à pátria”.
Boulos também sustentou que o governo federal tentou evitar a adoção das tarifas por meio de negociações conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Ele rebateu declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, de que “ah, não teve negociação. Mentira, né”, disparou.
O ministro ainda declarou que o governo decidiu negociar temas considerados estratégicos, como terras raras e o PIX, durante as tratativas com os Estados Unidos. “Nós não topamos negociar ajoelhado”, disse acrescentando que “a soberânia não se negocia” e que a resposta brasileira ocorrerá por meio da Lei da Reciprocidade.
Durante a orientação aos aliados, Boulos pediu mobilização permanente para fortalecer a versão defendida pelo Palácio do Planalto, com uma ampla difusão das mensagens “nas redes sociais, nos comentários, nos grupos de Zap, no ônibus, na igreja, na escola, onde for”.
“Temos hoje a missão de colocar a narrativa real do que está acontecendo, quem está a favor do Brasil, que é patriota de verdade, e quem é traidor da Pátria”, declarou.
A tarifa anunciada pelos Estados Unidos entra em vigor no próximo dia 22 e estabelece uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Apesar da nova cobrança, a medida está prevista para mais de dois mil itens. Há, ainda, uma expectativa de uma segunda sobretaxa de 12,5% em relação à investigação sobre a suposta falha do país em combater o trabalho forçado para a produção de mercadorias exportadas.












Deixe o Seu Comentário