PEC da aposentadoria compulsória para juízes avança na Câmara



A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (8), a admissibilidade de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a aposentadoria compulsória como isenção disciplinar para magistrados e membros do Ministério Público. A medida, aprovada por unanimidade, ainda será provada por uma comissão especial antes de seguir para votação no plenário da Casa.

A proposta altera a Constituição para impedir que juízes, desembargadores, ministros de tribunais superiores e membros do Ministério Público continuem a receber pagamentos após serem afastados da carga por infrações disciplinares graves. Em vez da aposentadoria compulsória, a perda da carga passará a ser a sanção aplicável nos casos mais severos, observadas as garantias constitucionais.

“Você premiar alguém que abusou do cargo, que cometeu crimes e que é afastado, aposentado compulsoriamente com seus pagamentos integrais, é um tapa na cara do brasileiro”, afirmou a deputada Bia Kicis (PL-DF) durante a votação.

O PEC preserva a possibilidade de remoção e disponibilidade de magistrados por interesse público, mas estabelece que a suspensão poderá durar até 90 dias e a disponibilidade, até dois anos. Os casos que requerem a perda definitiva da carga deverão seguir o devido processo legal.