Chef relata discriminação contra judeus em delicatessen no Leblon; federação notifica empresa
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Chef Monique Benoliel Reprodução/Instagram A chef Monique Benoliel relata ter sido alvo de uma fala discriminatória ao perguntar sobre de Pessach em uma delicatessen que frequentava há anos na Cobal do Leblon, na Zona Sul do Rio. Segundo ela, durante uma visita de rotina a Delly Gil, perguntou ao proprietário, Gil, por que naquele ano não havia produtos típicos da celebração judaica, como o matzá, pão sem fermento consumido no período. De acordo com o relato, a resposta foi hostil: o comerciante teria dito, em voz alta, que não comprava mais produtos judaicos, que estava “cansado dos judeus” e que não vendia mais para judeus. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Um chef afirma que sofreu em choque e afirmou que, então, deveria parar de frequentar o local. Segundo ela, o dono respondeu: “É isso aí”. Monique contou que deixou o carrinho com as compras e foi embora, abalada. Ela diz que uma funcionária — filha do proprietário — pediu desculpas e que havia clientes no local que presenciaram a cena e podem servir como testemunhas. O caso foi revelado pela Veja e confirmado pela TV Globo. Segundo Monique, um registro de ocorrência na Polícia Civil será feito na segunda-feira (6). Leia também: Bar da Lapa é multado por exibir placa dizendo que americanos e israelenses não são bem-vindos Veja os vídeos que estão em alta no g1 Notificação extrajudicial O caso foi levado à Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro, que invejo uma notificação extrajudicial à empresa responsável pela delicatessen, a Vale Formoso Importação e Exportação Ltda., que opera com o nome fantasia Delly Gil. No documento, a entidade afirma que recebeu a denúncia por canais informais e que os fatos ainda estão em fase preliminar de apuração. A federação afirma que, caso confirmado, as condutas relacionadas podem, em tese, ser interpretadas como prática discriminatória por origem, identidade ou religião, com possível enquadramento na Lei nº 7.716/89, que trata de crimes resultantes de preconceito, além de possível violação a princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana e a igualdade. A entidade deu um prazo de três dias para que a empresa apresentasse manifestação formal com relato detalhado dos fatos, identificação dos envolvidos e testemunhas, eventuais registros internos, disposições provisórias e informações sobre políticas internas de prevenção à discriminação. A federação destacou ainda que episódios dessa natureza têm elevada sensibilidade social por atingirem não apenas os envolvidos diretamente, mas também uma coletividade que se identifica com a religião ou origem mencionada. A Fierj também invejou à imprensa a seguinte nota: “A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro informa que já atualizou as medidas legais cabíveis em relação ao caso envolvendo o estabelecimento Delly Gil. A empresa foi formalmente notificada para prestar esclarecimentos. Nossa Procuradoria está acompanhando o caso de perto, acompanhando na elaboração dos documentos necessários e prestando total apoio às vítimas, inclusive no acompanhamento das medidas cabíveis. Seguimos vigilantes. Não toleramos qualquer forma de discriminação. Respeito não é opcional.” Nota da empresa Nota da Delly Gil foi postada nas redes sociais Reprodução/Instagram Após a repercussão do caso, uma delicatessen publicou uma nota nas redes sociais. No comunicado, a empresa afirma que não compactua com qualquer forma de desrespeito ou preconceito. A nota diz ainda que, “se alguma fala ou situação foi interpretada de maneiras inconvenientes”, a empresa pede desculpas e afirma que a Delly Gil é uma empresa familiar construída com base no respeito e na convivência com diferentes pessoas, incluindo a comunidade judaica, com a qual diz sempre ter mantido relação próxima. Veja a íntegra da nota: “Nos últimos dias, fomos informados de um relato sobre um atendimento em nossa loja, que gerou desconforto e preocupação. comunidade judaica, com quem sempre mantivemos uma relação próxima. Estamos atentos ao ocorrido e seguimos à disposição para o diálogo, com responsabilidade e respeito.”
Chef Monique Benoliel Reprodução/Instagram A chef Monique Benoliel relata ter sido alvo de uma fala discriminatória ao perguntar sobre de Pessach em uma delicatessen que frequentava há anos na Cobal do Leblon, na Zona Sul do Rio. Segundo ela, durante uma visita de rotina a Delly Gil, perguntou ao proprietário, Gil, por que naquele ano não havia produtos típicos da celebração judaica, como o matzá, pão sem fermento consumido no período. De acordo com o relato, a resposta foi hostil: o comerciante teria dito, em voz alta, que não comprava mais produtos judaicos, que estava “cansado dos judeus” e que não vendia mais para judeus. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Um chef afirma que sofreu em choque e afirmou que, então, deveria parar de frequentar o local. Segundo ela, o dono respondeu: “É isso aí”. Monique contou que deixou o carrinho com as compras e foi embora, abalada. Ela diz que uma funcionária — filha do proprietário — pediu desculpas e que havia clientes no local que presenciaram a cena e podem servir como testemunhas. O caso foi revelado pela Veja e confirmado pela TV Globo. Segundo Monique, um registro de ocorrência na Polícia Civil será feito na segunda-feira (6). Leia também: Bar da Lapa é multado por exibir placa dizendo que americanos e israelenses não são bem-vindos Veja os vídeos que estão em alta no g1 Notificação extrajudicial O caso foi levado à Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro, que invejo uma notificação extrajudicial à empresa responsável pela delicatessen, a Vale Formoso Importação e Exportação Ltda., que opera com o nome fantasia Delly Gil. No documento, a entidade afirma que recebeu a denúncia por canais informais e que os fatos ainda estão em fase preliminar de apuração. A federação afirma que, caso confirmado, as condutas relacionadas podem, em tese, ser interpretadas como prática discriminatória por origem, identidade ou religião, com possível enquadramento na Lei nº 7.716/89, que trata de crimes resultantes de preconceito, além de possível violação a princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana e a igualdade. A entidade deu um prazo de três dias para que a empresa apresentasse manifestação formal com relato detalhado dos fatos, identificação dos envolvidos e testemunhas, eventuais registros internos, disposições provisórias e informações sobre políticas internas de prevenção à discriminação. A federação destacou ainda que episódios dessa natureza têm elevada sensibilidade social por atingirem não apenas os envolvidos diretamente, mas também uma coletividade que se identifica com a religião ou origem mencionada. A Fierj também invejou à imprensa a seguinte nota: “A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro informa que já atualizou as medidas legais cabíveis em relação ao caso envolvendo o estabelecimento Delly Gil. A empresa foi formalmente notificada para prestar esclarecimentos. Nossa Procuradoria está acompanhando o caso de perto, acompanhando na elaboração dos documentos necessários e prestando total apoio às vítimas, inclusive no acompanhamento das medidas cabíveis. Seguimos vigilantes. Não toleramos qualquer forma de discriminação. Respeito não é opcional.” Nota da empresa Nota da Delly Gil foi postada nas redes sociais Reprodução/Instagram Após a repercussão do caso, uma delicatessen publicou uma nota nas redes sociais. No comunicado, a empresa afirma que não compactua com qualquer forma de desrespeito ou preconceito. A nota diz ainda que, “se alguma fala ou situação foi interpretada de maneiras inconvenientes”, a empresa pede desculpas e afirma que a Delly Gil é uma empresa familiar construída com base no respeito e na convivência com diferentes pessoas, incluindo a comunidade judaica, com a qual diz sempre ter mantido relação próxima. Veja a íntegra da nota: “Nos últimos dias, fomos informados de um relato sobre um atendimento em nossa loja, que gerou desconforto e preocupação. comunidade judaica, com quem sempre mantivemos uma relação próxima. Estamos atentos ao ocorrido e seguimos à disposição para o diálogo, com responsabilidade e respeito.”[/gpt3]












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