O presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários, João Accioly, deu explicações à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado sobre a operação do Master. Falou sobre tudo o que envolveu o banco, a fiscalização e os procedimentos que foram ou não tomados. Os senadores deliberados saberiam se houve omissão por parte da CVM, falta de atuação. O senador Eduardo Braga chegou a falar em reincidência da CVM, lembrando um caso anterior que também deixou um rombo bilionário, o das Americanas, e resumiu: “Nos constrange dizer: [É] uma orgia no mercado financeiro e no mercado bancário brasileiro que precisa acabar. É preciso acabar, presidente, com novas legislações que imponham mais transparência, mais rigor na fiscalização e mais complementação”.

Segundo o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários, João Accioly, o que havia era um superdimensionamento, um alinhamento perverso entre gestores e investidores para manter uma ficção contábil. Ou seja, o fundo dizia que valia mais do que valia, o investidor colocava isso no balanço, o que gerava um resultado e uma solidez inexistentes, inflacionava o próprio ativo. Segundo ele, era o famoso “me engana que eu gosto”:
“Então tinha um alinhamento perverso de incentivos entre gestores e investidores para manter essa ficção contábil, né? Um ‘me engana que eu gosto’.
João Accioly disse que foram mais de 200 processos internos abertos para apurar o caso Master, 24 deles tratando apenas das negociações entre o BRB, o Banco de Brasília, e o Master. O motivo para eles não andarem, segundo Accioly, foi falta de pessoal.











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