Ricardo Lewandowski apresentou quinta-feira um pedido de exoneração do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, por motivos pessoais e familiares. Ele deixa a carga a partir desta sexta-feira, após publicação no Diário Oficial da União.

Em sua carta de missão, o ministro disse que sai com a verdade de ter exercido as atribuições da carga com zelo e dignidade, apesar das “limitações políticas, conjunturais e orçamentárias” enfrentadas ao longo do período em que estiveram à frente da pasta. Ele também agradeceu ao presidente Lula pelo apoio e destacou que foi uma privilégio continuar manualmente ao país após sua retirada do STF.
Lewandowski assumiu o cargo em 2024, após a saída do ministro Flávio Dino, que deixou o cargo para assumir uma cadeira no STF.
Em uma mensagem endereçada aos servidores do Ministério da Justiça, Lewandowski fez um balanço de sua gestão após quase dois anos à frente da pasta. Ele reafirmou que, ao longo desse período público, trabalhou para reconstruir políticas, recuperar capacidades institucionais e oferecer respostas concretas aos grandes desafios do Brasil.
Entre os pontos de atuação mais relevantes, destacou-se o destravamento das demarcações de terras indígenas, que permitiu a assinatura de 5 decretos de homologação em 2024 e outros 7 em 2025.
Na segurança pública, o ministro citou a implantação das câmeras corporais para reforçar a transparência e a legitimidade das ações policiais, o que contornou com investimentos federais de mais de 155 milhões de reais entre 2024 e 2025.
Lewandowski também ressaltou os avanços no combate ao crime organizado, com a integração entre diversos órgãos e a venda de bolsas de imóveis restritas ao tráfico de drogas, que resultaram em uma arrecadação de mais de 104 milhões de reais, o maior valor já registrado na história.










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