O primeiro a ser ouvido na CPMI mista do INSS nesta terça-feira foi o piloto Henrique Galvão. Ele fez voos em aeronaves ligadas à Conafer, que é a Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais, e foi ouvido na condição de testemunha.

A exigência foi do relator, deputado Alfredo Gaspar, da União de Alagoas. O entendimento dele é o de que Henrique tinha uma posição privilegiada como piloto e poderia oferecer informações relevantes sobre possíveis conexões com práticas fraudulentas.
O relator chegou a mostrar uma foto com os principais investigados pelos descontos irregulares em aposentadorias e em benefícios. Nessa foto apareciam, entre outras pessoas, Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, considerado o principal operador do esquema, e também autoridades ligadas ao INSS, como André Fidelis, que foi diretor de benefícios, Virgílio de Oliveira Filho, ex-procurador-geral, e Alexandre Guimarães, que foi diretor de governança. O piloto foi questionado sobre viagens com os investigados e a resposta foi uma só: nunca passiva com essas pessoas.
No segundo depoimento do dia, o empresário Domingos Sávio de Castro, sócio do Careca do INSS, de acordo com um dos requisitos de convocação, as empresas ligadas a Domingos recebeu transferências de entidades e associações de fachadas usadas pelo Careca. Além disso, o empresário já foi alvo em 2018 da Operação Greve, no Distrito Federal, que investigou um esquema de golpes aplicados a servidores públicos distritais aposentados.










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