
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste domingo (16), em publicação no X, que “o Brasil volta a funcionar” caso haja troca de “CEO” — referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A mensagem acompanha um vídeo de sua participação no evento promovido pela G4 Valley, iniciativa da G4 Educação, do empresário Tallis Gomes.
No vídeo, Tarcísio diz que o país precisa “demitir o CEO” e defende que o Brasil deixe de atuar apenas como exportador de commodities para avançar em atividades de maior valor agregado.
“Tem que demitir o CEO. Que país maravilhoso esse […] quando a gente pensa no Brasil, a gente pensa o seguinte: eu não posso ser simplesmente um repositório de dados e me tornar simplesmente um exportador de mais uma mercadoria. Não, vamos pensar diferente. Eu tenho uma terra rara, tenho como fazer o datacenter, tenho oferta de energia. Só que eu tenho que trazer o elo para cá, produza o semicondutor aqui. Parte dessa cadeia precisa vir para cá”, afirmou.
Tarcísio também defendeu investimentos em inteligência artificial. “A IA vai ser tudo e a gente precisa de mão de obra capacitada. A IA vai proporcionar a verdadeira inclusão na saúde. A IA vai resolver o problema da segurança pública”, afirmou.
A fala ocorre em meio às negociações entre os Estados Unidos e a China para um acordo envolvendo terras raras. Washington aceitou não importar tarifas de 100% sobre as importações chinesas, enquanto Pequim se dispôs a adiar o regime de licenciamento de exportações de minerais e imposições essenciais. Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a expectativa é que o entendimento seja firmado até o Natal.
Os EUA também manifestaram interesse em ampliar parcerias com o Brasil. Em outubro, o encarregado de Negócios norte-americanos no país, Gabriel Escobar, propôs a criação de um grupo de trabalho para discutir cooperação em minerais críticos e estratégicos, com foco nas terras raras.
Governo crítico fala de Tarcísio
O líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), rebateu a declaração de Tarcísio e disse que ela “reproduz com exatidão a lógica empresarial com que enxerga o Brasil”. O petista também criticou a área de segurança pública paulista, classificando o balanço como “catastrófico”.
Lindbergh fez referência ao deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP), que se licenciou pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo para relatar o PL Antifacção na Câmara. Segundo o líder do governo, Derrite foi enviado a Brasília “para tentar sabotar o PL Antifacção, enfraquecer a PF, cegar facções e tentar inverter o pacto federativo para impedir investigações”.
“Tarcísio tem um histórico perigoso: já afirmou que queria uma vitória ao Trump, já pediu a um ministro do STF que liberasse o passaporte de Bolsonaro para ele fugir, já defendeu a anistia, já arrancou a independência judicial do Brasil e agora fala em “terras raras” como quem negocia o patrimônio nacional no balcão. O privatista quer vender o Brasil!”, disse o deputado.











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