
A Transparência Internacional, organização organizada ao monitoramento e combate à corrupção, criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que determinou o depoimento do presidente da Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Kleber Cabral.
“Um presidente de sindicato é alvo de intimidação por parte de um juiz constitucional, por defensores servidores (culpados ou não) vítimas de evidente abuso de autoridade. É cada dia mais estarrecedor o autoritarismo que emana do STF e o declínio democrático brasileiro”, escreveu a entidade, na postagem desta quinta-feira (19).
Cabral falou em nome da Unafisco para criticar Moraes por conta da decisão em que determinou uma investigação de quatro servidores. Em uma das graças, ele declarou que é menos perigoso para os auditores da Receita Federal fiscalizarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) do que autoridades de alto escalonamento.
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O Supremo não se pronunciou sobre a intimação e a decisão segue em sigilo, pelo que não é possível saber os argumentos utilizados pelo ministro. A investigação dos auditores ocorre no âmbito do inquérito das notícias falsas, em trâmite há sete anos.
Em entrevista à GloboNewsCabral avaliou a investigação como uma tática da Corte: “Nossa leitura é que tem um método certo, era para dar um falso positivo, criar um discurso de vítima de que o STF foi atacado […]. A nossa percepção é que o objetivo é intimidatório porque as medidas foram muito desproporcionais.” O depoimento deve ocorrer nesta sexta-feira (20).
A decisão de Moraes ocorreu logo após a saída do ministro Dias Toffoli do caso Master. O novo relator é o ministro André Mendonça. A redistribuição foi anunciada pelo documento intitulado “nota dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal”, em que é alegado que o próprio Toffoli pediu sua saída do caso.












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