O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou fazer maiores comentários, neste domingo (23), sobre a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorrida na véspera em Brasília por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Moraes atendeu a um pedido feito pela Polícia Federal no fim da noite de sexta (21) e início da manhã de sábado (22) de que houve uma tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica e risco de fuga durante uma vigília de apoiadores programada para ser realizada à noite.
“Eu não faço comentário sobre uma decisão da Suprema Corte. A Justiça tomou uma decisão, ele foi julgado, ele teve todo direito à presunção de inocência, foram praticamente dois anos e meio de investigação, de delação, de julgamento. Então, a Justiça decidiu, está decidido, ele vai cumprir a pena que a Justiça determinou, e todo mundo sabe o que ele fez”, disse Lula durante uma entrevista coletiva em Joanesburgo, na África do Sul, onde participou da reunião de cúpula do G20.
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Lula ainda minimizou uma possível retaliação ou reforço da relação com os Estados Unidos, que iniciou um avanço após a Assembleia Geral da ONU, em setembro. O presidente norte-americano, Donald Trump, classificou a prisão de Bolsonaro como “muito ruim”.
“Trump tem que saber que somos um país soberano, que a gente decide. E o que a gente decide aqui, está decidido”, completou.
Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado (22) após a Polícia Federal indicar risco de fuga em meio à vigília convocada por apoiadores seus na véspera e de um alerta de tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica. Moraes sugere que o ex-presidente tentou se refugiar na Embaixada dos Estados Unidos, localizado a cerca de 13 milhas de distância do condomínio onde mora, em Brasília.
O ex-presidente foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília por volta das 6h35. Não se trata do início do cumprimento da pena por golpe de Estado.
Uma cela especial foi preparada para o ex-presidente na sede da Polícia Federal, para onde foi levada após passar por exame de corpo de delito. Moraes agendou audiência de custódia para este domingo (23), às 12h, e uma sessão da Primeira Turma do STF para referendar a decisão na segunda (24). Por enquanto, Bolsonaro só está autorizado a receber visitas de advogados e da equipe médica que o acompanha.











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