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Renan Calheiros e Galípolo batem boca em sessão no Senado

Redação Por Redação
21 de maio de 2026
Em Notícias
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Renan Calheiros e Galípolo batem boca em sessão no Senado
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Durante a sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, nesta terça-feira (19), o presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL), bateu boca com o convidado sobre a atuação do órgão negociadores no caso Master.

Segundo o senador, em abril de 2025, o BC teria formalizado um ofício ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) solicitando um socorro de R$ 11 bilhões para evitar a quebra do Banco Master, alertando para o risco de uma crise sistêmica. O parlamentar alegou que o FGC negou o montante total, mas liberou R$ 5 bilhões a pedido da autarquia.

Galípolo negou as informações veementemente. “O Banco Central está respondendo ao Tribunal de Contas uma acusação por não ter autorizado”, disse o executivo. Ou seja, o contrário da informação trazida pelo parlamentar. O presidente do órgão disse que os servidores do BC foram, inclusive, “expostos e caluniados” nas ruas de Brasília. Argumentou que houve inclusive tentativas de demitir o presidente do BC e seus diretores.

Na sequência do debate, Calheiros levantou-se para reafirmar que o Banco Central teria agido ativamente para salvar a instituição financeira. Galípolo respondeu:

“Só se uma pessoa não tiver TV a cabo ou internet vai acreditar que o Banco Central trabalhou para vender para o BRB. E gostaria de agradecer à imprensa, porque se não fosse o jornalismo profissional eu não estaria mais sentado nesta cadeira”.

Ele ainda argumentou que a autarquia sequer teria autorização legal para comentar publicamente casos particulares de fiscalização.

Renan Calheiros e Galípolo debatem retaliação do Centrão

Na sequência, ambos comentaram a entrada de uma proposta na Câmara dos Deputados que teria sido articulada pelo “Centrão” para permitir a exoneração do presidente e dos diretores da autoridade monetária pelo Legislativo.

Renan Calheiros disse que Galípolo não veio a denunciar publicamente a manobra política à época. “Nós não tivemos fatos públicos de Vossa Excelência. A evidência pública foi pedagógica para a gente delimitar o limite da independência do Banco Central”, criticou o emedebista, indicando que a falta de um posicionamento incisivo prejudica a autonomia institucional frente a pressões políticas.

Em resposta, Galípolo disse que se manifestou. E defende que a verdadeira independência do BC se materialize em decisões técnicas, e não em discursos políticos midiáticos.

“O Banco Central não tem que ir para a televisão gravar um Instagram ou um TikTok. O Banco Central não é palanque. Toma a decisão correta, independente de quem está jogando pedra e fazendo barulho”, rebateu Galípolo, acrescentando que “quem está sentado na minha cadeira não pode pensar no que vai dizer nas redes sociais”.

Renan aprovou para questionar se o Banco Central não deveria ter reagido à pressão. De pronto, Galípolo respondeu: “Exato, o Banco Central não tem que reagir à pressão”, justamente por conta da independência do órgão. “É muito importante que o Banco Central não seja arrastado para esse tipo de debate”, completou.

A estratégia do FGC

Galípolo também aprovou para defender a atuação do FGC no episódio, classificando-a como “correta e fundamental”. Ele explicou que não houve socorro a pedido do BC, mas uma estratégia do próprio Fundo.

Diante da possibilidade de liquidação iminente, o FGC optou por antecipar o pagamento de garantias que já venceriam naturalmente, ou que ajudaram a estancar uma crise enquanto o BC avaliava cenários de venda parcial ou total da instituição.

Comparando a derrocada do Banco Master com as crises históricas do sistema financeiro nacional, como a do banco Bamerindus, por exemplo, Galípolo destacou que as instituições do passado eram sistemicamente muito maiores. O caso Master, por outro lado, foi mostrado complexo pelo “destino dado ao dinheiro e pelos envolvidos”.

“Eu não estou sendo acusado disso porque não consegui encontrar um banco bom para fazer essa segregação. Mas, se tivesse, era obrigações do meu mandato fazer”, explicou. “Esse é o papel do Banco Central: tomar a decisão técnica independente da pressão. Não ceder à pressão”, concluiu o executivo.

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Tags: banco centralBanco MestrebatemBocaCalheirosGabriel GalípoloGalípoloRenanrenan calheirosSenadosessão
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