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Quase um terço dos cariocas vive em favelas, aponta IBGE

Redação Por Redação
6 de dezembro de 2025
Em Notícias
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Quase um terço dos cariocas vive em favelas, aponta IBGE
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Quase um terço dos cariocas vive em favelas, aponta IBGE
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Quase um terço dos cariocas vive em favelas, aponta IBGE Quase um terço da população do Rio vive em favelas. Isso corresponde a aproximadamente 2 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, divulgados nesta sexta-feira (5), confirmam a falta de infraestrutura em dois dos territórios mais conhecidos da cidade: a Rocinha, a maior favela do Brasil, e o Morro da Providência, no Centro da cidade. Na Rocinha, apenas 3,2% das vias permitem circulação de carros ou vans, e menos de 20% dos moradores que vivem em trechos com calçadas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O Censo 2022 mostra que 81,9% das vias da Rocinha só permitem a circulação por moto, bicicleta ou pedestres, o que torna a locomoção diária um desafio — especialmente para quem tem mobilidade reduzida. Endereços com calçadas: Rocinha: 12,1% Endereços com iluminação pública: Rocinha: 54,3% A comunidade também apresenta baixos índices de infraestrutura urbana: O morador Ruan Julliete relata que a rotina é marcada por trajetos longos, ladeiras profundas e escadas que dificultam até tarefas simples. Muitos serviços — como o abastecimento de água — são mantidos pelos próprios moradores, já que as equipes demoram a chegar aos becos mais altos. Edvado Braga, porteiro e morador, diz que quando um cano estoura, o reparo depende deles. “Quando tem cano quebrado, somos nós que consertamos. Até chegar alguém aqui, já foi embora muita água”, relatou. O crescimento desordenado também obrigou os moradores a criarem caminhos próprios ao longo dos anos. Escadas, passagens e pequenos acessos foram construídos coletivamente pelas vizinhanças para facilitar a circulação entre estradas de barro e morros íngremes. A Favela da Rocinha Rogério Santana / Governo do Estado do Rio de Janeiro Morro da Providência No Morro da Providência, o teleférico virou símbolo de mobilidade, facilitando a vida de quem vive no alto. Para o arquiteto e urbanista Fernando Pereira, políticas assim precisam ser permanentes. “É fundamental ter profissionais acompanhando os moradores. Projetos dentro da favela precisam ter continuidade, não só durar 4 anos”, afirmou. Embora haja um teleférico no alto do morro, a falta de vias acessíveis nas áreas mais baixas faz com que, em situações de emergência, os moradores improvisem até macas para transportar vizinhos que precisem de atendimento — já que as ambulâncias não conseguem acessar algumas partes da comunidade. De acordo com especialistas do IPPUR/UFRJ, essa solução, criada pela própria população, mostra a urgência de políticas públicas: “A favela encontra soluções a partir da sua precariedade. Mas isso precisa ser ouvido, amadurecido e qualificado”, diz Alan Brum, especialista em planejamento urbano. Falta de acessibilidade As barreiras para quem tem mobilidade reduzida são ainda maiores. Flávio Ribeiro, mestre de capoeira e morador, explica: “O morador que mora lá em cima da escadaria, que é cadeirante, sofre muito. Se ele precisa ir ao médico duas vezes na semana, depende da ajuda de outras pessoas para descer e subir”, conto. Os especialistas reforçam a importância de mapear moradores com deficiência e criar rotas acessíveis dentro das favelas, mesmo garantindo que a abertura de vias não será suficiente para atender toda a população. Os dados reforçam a necessidade urgente de políticas públicas contínuas, com participação direta das comunidades, para garantir o acesso ao básico — mobilidade, segurança, urbanização e dignidade. Para o arquiteto Fernando Pereira, pensar que as favelas são parte integrante da cidade é essencial. “O Rio tem cerca de 1.700 favelas. O Rio é uma grande favela com alguns pontos urbanizados. Por que não pensar nesses territórios como bairros?”, questiona. Escadaria do Morro da Providência Reprodução/TV Globo
Quase um terço dos cariocas vive em favelas, aponta IBGE Quase um terço da população do Rio vive em favelas. Isso corresponde a aproximadamente 2 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, divulgados nesta sexta-feira (5), confirmam a falta de infraestrutura em dois dos territórios mais conhecidos da cidade: a Rocinha, a maior favela do Brasil, e o Morro da Providência, no Centro da cidade. Na Rocinha, apenas 3,2% das vias permitem circulação de carros ou vans, e menos de 20% dos moradores que vivem em trechos com calçadas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O Censo 2022 mostra que 81,9% das vias da Rocinha só permitem a circulação por moto, bicicleta ou pedestres, o que torna a locomoção diária um desafio — especialmente para quem tem mobilidade reduzida. Endereços com calçadas: Rocinha: 12,1% Endereços com iluminação pública: Rocinha: 54,3% A comunidade também apresenta baixos índices de infraestrutura urbana: O morador Ruan Julliete relata que a rotina é marcada por trajetos longos, ladeiras profundas e escadas que dificultam até tarefas simples. Muitos serviços — como o abastecimento de água — são mantidos pelos próprios moradores, já que as equipes demoram a chegar aos becos mais altos. Edvado Braga, porteiro e morador, diz que quando um cano estoura, o reparo depende deles. “Quando tem cano quebrado, somos nós que consertamos. Até chegar alguém aqui, já foi embora muita água”, relatou. O crescimento desordenado também obrigou os moradores a criarem caminhos próprios ao longo dos anos. Escadas, passagens e pequenos acessos foram construídos coletivamente pelas vizinhanças para facilitar a circulação entre estradas de barro e morros íngremes. A Favela da Rocinha Rogério Santana / Governo do Estado do Rio de Janeiro Morro da Providência No Morro da Providência, o teleférico virou símbolo de mobilidade, facilitando a vida de quem vive no alto. Para o arquiteto e urbanista Fernando Pereira, políticas assim precisam ser permanentes. “É fundamental ter profissionais acompanhando os moradores. Projetos dentro da favela precisam ter continuidade, não só durar 4 anos”, afirmou. Embora haja um teleférico no alto do morro, a falta de vias acessíveis nas áreas mais baixas faz com que, em situações de emergência, os moradores improvisem até macas para transportar vizinhos que precisem de atendimento — já que as ambulâncias não conseguem acessar algumas partes da comunidade. De acordo com especialistas do IPPUR/UFRJ, essa solução, criada pela própria população, mostra a urgência de políticas públicas: “A favela encontra soluções a partir da sua precariedade. Mas isso precisa ser ouvido, amadurecido e qualificado”, diz Alan Brum, especialista em planejamento urbano. Falta de acessibilidade As barreiras para quem tem mobilidade reduzida são ainda maiores. Flávio Ribeiro, mestre de capoeira e morador, explica: “O morador que mora lá em cima da escadaria, que é cadeirante, sofre muito. Se ele precisa ir ao médico duas vezes na semana, depende da ajuda de outras pessoas para descer e subir”, conto. Os especialistas reforçam a importância de mapear moradores com deficiência e criar rotas acessíveis dentro das favelas, mesmo garantindo que a abertura de vias não será suficiente para atender toda a população. Os dados reforçam a necessidade urgente de políticas públicas contínuas, com participação direta das comunidades, para garantir o acesso ao básico — mobilidade, segurança, urbanização e dignidade. Para o arquiteto Fernando Pereira, pensar que as favelas são parte integrante da cidade é essencial. “O Rio tem cerca de 1.700 favelas. O Rio é uma grande favela com alguns pontos urbanizados. Por que não pensar nesses territórios como bairros?”, questiona. Escadaria do Morro da Providência Reprodução/TV Globo[/gpt3]

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