
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), revelou que a bancada defenderá a instituição de um piso para o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), como forma de enfrentar a resistência ao presidente Lula (PT) da parte do eleitorado que tem, nesta pauta, sua prioridade para a decisão do voto.
“Temos que criar, como foi o do Suas, uma RCL [Receita Corrente Líquida] para o público, para que se enfrente o grande crime com segurança inteligência, sabedoria, investigação e tecnologia. A fragmentação das políticas é para manter o crime organizado intacto. Vamos enfrentar esse tema, por isso Lula será reeleito, não tem como não comparar”, disse o parlamentar.
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Avança na Casa outro projeto para enriquecer o orçamento: caso seja aprovado, o governo federal deverá investir pelo menos 1% de sua receita no Sistema Único de Assistência Social (Suas). Diferentemente do Susp, o Suas possui uma pasta dedicada exclusivamente ao seu âmbito de financiamento: o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O novo piso, porém, seria parte da estratégia para dividir a Justiça e a Segurança Pública em dois ministérios e, com isso, acenar ao eleitorado preocupado com o combate ao crime.
“O presidente tem pressa em enfrentar isso, quer ser parceiro dos estados e decidirá se criar o Ministério da Segurança ou as secretarias de combate ao crime organizado e combate ao feminicídio, por exemplo, no Ministério da Justiça”, declarou o deputado.
O feminicídio carrega uma série de problemas a serem enfrentados pelos protagonistas da corrida ao Planalto: enquanto Lula precisa mostrar proatividade no combate ao crime, em especial o crime organizado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aposta na pauta para reduzir sua exclusão diante do eleitorado feminino.












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