
O ex-presidente Jair Bolsonaro deve ter alta do hospital nesta quinta-feira (1), sem que a equipe médica consiga resolver as crises de solução que incomodam o paciente.
Os profissionais do hospital DF Star, em Brasília, deram uma entrevista coletiva para atualizar o estado de saúde do ex-presidente.
De acordo com eles, as crises de solução não foram completamente interrompidas com um procedimento que busca travar o nervo frênico, responsável por controlar o diafragma.
“Nós não tivemos o resultado que esperávamos com o bloqueio do nervo”, disse Cláudio Birolini, um dos médicos responsáveis pelo atendimento a Bolsonaro.
Apesar disso, ele afirmou que o procedimento trouxe “elementos que vão permitir daqui para a frente um manejo mais adequado a essas crises”.
Bolsonaro, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, está internado desde o dia 24. Além de procedimentos para tentar interromper as soluções constantes, o ex-presidente passou por uma cirurgia na hérnia inguinal.
Soluções continuam
Birolini afirmou que Bolsonaro passou por três intervenções no nervo frênico.
Nas duas primeiras vezes, Bolsonaro não esteve com uma crise de soluções. Na última, realizada nesta terça-feira durante uma nova crise, os médicos notaram que o bloqueio do diafragma dos dois lados envolveu a intensidade das soluções, mas não os interrompeu.
Segundo Cláudio Birolini, isso mostra que a causa das soluções provavelmente está associada ao sistema nervoso central. “O estímulo não é do pescoço para baixo, mas é da cabeça para cima”, disse.
A partir de agora, o manejo dos soluções deve ser feito por meio de medicamentos. Bolsonaro não teve crises de solução entre a noite de terça (30) e o meio da tarde desta quarta.
A principal suspeita é que as soluções são causadas por um esofagite erosiva, que é um tipo de lesão no esôfago. Quase sempre, esse problema é causado pelo refluxo gástrico.
Antidepressivos
Na entrevista desta quarta, os médicos também relataram que o humor do ex-presidente “oscila muito”, e que ele tem uma “uma piora específica em momentos de soluções prolongadas”.
De acordo com os médicos, o ex-presidente chegou “deprimido” ao hospital e pediu para tomar antidepressivos. Ele foi atendido.
Os profissionais também acrescentaram que Bolsonaro sofreu de apneia do sono e deve fazer uso de uma máscara especial (conhecida pela sigla CPAP) para reduzir o problema.











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