Prefeitos pedem que STF derrube lei da dosimetria



A Associação Nacional dos Prefeitos e Vice-Prefeitos (ANPV) protocolou uma ação no STF para anular a lei da dosimetria. O caso, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, questiona a validade da norma que altera o cálculo de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito.

O que é a lei da dosimetria e por que ela é polêmica?

A lei da dosimetria define como o juiz deve calcular a punição de uma violência. Esta norma específica surgiu de um projeto para beneficiários condenados pelos atos de 8 de janeiro. Ela proíbe o soma de penas em certos casos e obriga a redução da proteção quando o crime ocorre em meio a multidões. Os críticos dizem que isso retira a liberdade do juiz de avaliar cada caso individualmente, criando um benefício automático.

Quais são as falhas apontadas no processo de aprovação?

A ANPV alega inconstitucionalidade formal. Um ajuste no texto sugerido pelo senador Sergio Moro foi classificado como ‘erro de redação’, o que evitou que o projeto voltasse para análise da Câmara dos Deputados. Além disso, o Congresso derrubou apenas parte de um veto do presidente Lula, o que a associação considerou um procedimento inadequado, modificando o Legislativo em um tipo de ‘autor de leis’ fora do prazo permitido.

Como a nova regra afeta a separação de poderes?

A associação argumenta que o conteúdo da lei fere a separação entre os poderes ao importar ‘automatismos legislativos’. Na prática, isso significa que os deputados e senadores ditaram uma regra tão rígida que o juiz não conseguiu mais analisar a gravidade real do fato ou a culpa de quem cometeu o crime, sendo obrigado a seguir um comando fixo e inflexível na hora de dar a sentença.