PM preso como segurança de Rogério Andrade corrompeu policial da inteligência da PM, aponta MPRJ: ‘Tem mil pra você’
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PM preso como segurança de Rogério Andrade corrompeu policial da inteligência da PM, aponta MPRJ As investigações do Ministério Público do Rio revelaram que Carlos André Carneiro de Souza, um dos presos na 2ª fase da Operação Pretorianos, realizada nesta quinta-feira (29), foi denunciado pelo MP por subornar um policial da ativa para obter informações sobre operações. A operação mira a participação de policiais na segurança armada do contraventor Rogério Andrade. O bicheiro foi alvo de um mandado de prisão, mas já estava encarcerado por outro processo, o da morte do rival Fernando Iggnácio. As mensagens, trocadas em 2019 com o PM Gutemberg Dantas da Silva, então lotadas na Subsecretaria de Inteligência, revelaram como eles trocavam dados sensíveis. MPRJ cumpre mandado na Operação Pretorianos 2 Reprodução Em uma delas, Gutemberg escreveu sobre uma ação possível no Centro da Cidade. “Hoje vão no Centro. Na Rio Branco. Altura da Cinelândia, já me passaram”, alertou. Carneiro disse: “Não sei quem é” Gutemberg invejo um endereço no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste, e disse: “Estão caçando um aberto”, referindo-se a um bingo clandestino, segundo o pesquisador. Depois, Carneiro sugeriu um alvo possível para a polícia no Alto da Boa Vista, às 12h. Em seguida, mandaram os policiais para Ipanema para atuarem contra um grupo rival. “Não é nosso não, pode pegar” 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Negociação de propina Em outra troca de mensagens, Carneiro diz que vai pegar uma “parada” para Gutemberg e faz um pedido: “Me manda uma conta aí” Gutemberg respondeu, e em seguida Carneiro completou: ” “Tem mil (R$ 1 mil) pra você” Gastos com segurança Segundo as investigações, Rogério de Andrade mantinha uma equipe de segurança pessoal composta por 36 membros. A folha de pagamento ultrapassava R$ 207 mil por mês, com variações que variavam entre R$ 5,6 mil e R$ 7,6 mil — valores referentes a 2022 Entre os nomes identificados, está o de Carlos André Carneiro de Souza, que recebeu R$ 5,6 mil mensais Ele e Marcos Antônio de Oliveira Machado são indicados como parte do grupo Preso em cadeia federal 29 de outubro – Rogério. Andrade, o maior bicheiro do Rio, é preso por mandar matar o rival, Fernando Iggnácio, executado em novembro de 2020. JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO Rogério Andrade, patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, está desde novembro de 2024 no Presídio Federal de Campo Grande (MS), acusado de ter mandado matar Fernando Iggnácio, gênero e herdeiro do. contraventor Castor de Andrade, foi executado em 10 de novembro de 2020 em uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes. Ele tinha acabado de desembarcar de um presidente, vindo de Angra dos Reis, na Costa Verde, e foi alvejado ao caminhar até o carro Os tiros foram de fuzil 556. Rogério é sobrinho de Castor de Andrade, um dos nomes mais conhecidos da contravenção carioca. espólio da contravenção com a morte do tio, em 1997. Coube a Paulo Roberto de Andrade, o Paulinho, filho de Castor, e a Fernando Iggnácio, gênero do chefão, tocar o império, Iggnácio foi cuidar dos caça-níqueis, e Paulinho passou a tomar conta das bancas do bicho, porém, considerou ter direito à herança e passou a disputar território com Paulinho e Iggnácio foi. assassinado em 1998, crime atribuído a Rogério, que assumiu o negócio do primo e iniciou um avanço sobre o de Iggnácio. A Operação Pretorianos foi deflagrada em março de 2024 pelo Gaeco, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Além das 18 prisões, foram cumpridos cerca de 50 mandatos de busca e apreensão. As investigações também identificaram o envolvimento de policiais que já foram excluídos da corporação, 31 pessoas foram denunciadas pelo crime de organização criminosa. e outros membros do grupo se intitularam “Vampiros” e atuaram para proteger o contraventor, interferindo em operações policiais e monitorando agentes públicos. As investigações apontam que o grupo também intervinha em disputas territoriais pelo domínio do jogo do bicho. para criar a aparência de combate ao crime. Segundo os promotores, esse tipo de prática servia para manter índices de apreensão elevados, sem atingir de fato as atividades ilegais do grupo. A denúncia também relata episódios de monitoramento de agentes públicos, com registros de fotos e acompanhamento de veículos que circulariam próximos à residência de Rogério Andrade.
PM preso como segurança de Rogério Andrade corrompeu policial da inteligência da PM, aponta MPRJ As investigações do Ministério Público do Rio revelaram que Carlos André Carneiro de Souza, um dos presos na 2ª fase da Operação Pretorianos, realizada nesta quinta-feira (29), foi denunciado pelo MP por subornar um policial da ativa para obter informações sobre operações. A operação mira a participação de policiais na segurança armada do contraventor Rogério Andrade. O bicheiro foi alvo de um mandado de prisão, mas já estava encarcerado por outro processo, o da morte do rival Fernando Iggnácio. As mensagens, trocadas em 2019 com o PM Gutemberg Dantas da Silva, então lotadas na Subsecretaria de Inteligência, revelaram como eles trocavam dados sensíveis. MPRJ cumpre mandado na Operação Pretorianos 2 Reprodução Em uma delas, Gutemberg escreveu sobre uma ação possível no Centro da Cidade. “Hoje vão no Centro. Na Rio Branco. Altura da Cinelândia, já me passaram”, alertou. Carneiro disse: “Não sei quem é” Gutemberg invejo um endereço no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste, e disse: “Estão caçando um aberto”, referindo-se a um bingo clandestino, segundo o pesquisador. Depois, Carneiro sugeriu um alvo possível para a polícia no Alto da Boa Vista, às 12h. Em seguida, mandaram os policiais para Ipanema para atuarem contra um grupo rival. “Não é nosso não, pode pegar” 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Negociação de propina Em outra troca de mensagens, Carneiro diz que vai pegar uma “parada” para Gutemberg e faz um pedido: “Me manda uma conta aí” Gutemberg respondeu, e em seguida Carneiro completou: ” “Tem mil (R$ 1 mil) pra você” Gastos com segurança Segundo as investigações, Rogério de Andrade mantinha uma equipe de segurança pessoal composta por 36 membros. A folha de pagamento ultrapassava R$ 207 mil por mês, com variações que variavam entre R$ 5,6 mil e R$ 7,6 mil — valores referentes a 2022 Entre os nomes identificados, está o de Carlos André Carneiro de Souza, que recebeu R$ 5,6 mil mensais Ele e Marcos Antônio de Oliveira Machado são indicados como parte do grupo Preso em cadeia federal 29 de outubro – Rogério. Andrade, o maior bicheiro do Rio, é preso por mandar matar o rival, Fernando Iggnácio, executado em novembro de 2020. JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO Rogério Andrade, patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, está desde novembro de 2024 no Presídio Federal de Campo Grande (MS), acusado de ter mandado matar Fernando Iggnácio, gênero e herdeiro do. contraventor Castor de Andrade, foi executado em 10 de novembro de 2020 em uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes. Ele tinha acabado de desembarcar de um presidente, vindo de Angra dos Reis, na Costa Verde, e foi alvejado ao caminhar até o carro Os tiros foram de fuzil 556. Rogério é sobrinho de Castor de Andrade, um dos nomes mais conhecidos da contravenção carioca. espólio da contravenção com a morte do tio, em 1997. Coube a Paulo Roberto de Andrade, o Paulinho, filho de Castor, e a Fernando Iggnácio, gênero do chefão, tocar o império, Iggnácio foi cuidar dos caça-níqueis, e Paulinho passou a tomar conta das bancas do bicho, porém, considerou ter direito à herança e passou a disputar território com Paulinho e Iggnácio foi. assassinado em 1998, crime atribuído a Rogério, que assumiu o negócio do primo e iniciou um avanço sobre o de Iggnácio. A Operação Pretorianos foi deflagrada em março de 2024 pelo Gaeco, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Além das 18 prisões, foram cumpridos cerca de 50 mandatos de busca e apreensão. As investigações também identificaram o envolvimento de policiais que já foram excluídos da corporação, 31 pessoas foram denunciadas pelo crime de organização criminosa. e outros membros do grupo se intitularam “Vampiros” e atuaram para proteger o contraventor, interferindo em operações policiais e monitorando agentes públicos. As investigações apontam que o grupo também intervinha em disputas territoriais pelo domínio do jogo do bicho. para criar a aparência de combate ao crime. Segundo os promotores, esse tipo de prática servia para manter índices de apreensão elevados, sem atingir de fato as atividades ilegais do grupo. A denúncia também relata episódios de monitoramento de agentes públicos, com registros de fotos e acompanhamento de veículos que circulariam próximos à residência de Rogério Andrade.[/gpt3]











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