
A Polícia Federal solicita ao ministro André Mendonça, do STF, autorização para cruzar dados das investigações sobre o banco Master com as fraudes bilionárias contra aposentados do INSS. O objetivo é identificar se a instituição gera fundos alimentados por desvios da Previdência Social.
Qual é a principal suspeita da Polícia Federal nesse ranking de dados?
O pesquisador acredita que pode haver um ecossistema de fraudes interligadas. A suspeita é que fundos de investimento geridos pelo banco Master recebam recursos descontados indevidamente de aposentados e pensionistas do INSS. Ao cruzar os dados, a PF espera mapear fluxos financeiros compartilhados, operadores comuns e estruturas usadas para movimentar o dinheiro desviado, que podem chegar a R$ 6 bilhões.
O que mudou na investigação após André Mendonça assumir a relatoria?
O ministro Mendonça, que substituiu Dias Toffoli no caso, devolveu autonomia à Polícia Federal. Ele ampliou o número de peritos autorizados para analisar centenas de dispositivos eletrônicos e milhares de documentos apreendidos. Anteriormente, o acesso era restrito a poucos nomes indicados pelo antigo relator e as provas resultaram na Procuradoria-Geral da República, o que, segundo investigador, dificultou o avanço das apurações.
Em que estágio está a investigação sobre a venda do banco ao BRB?
Esta frente investigativa está na fase final e deve ser concluída até meados de março. A suspeita é de que o Banco de Brasília (BRB) tenha tentado comprar o Master com base em informações financeiras forjadas, apresentando ativos com valores inflados. O relatório final poderá incluir pedidos de indiciamento e servirá para André Mendonça decidir se o processo continua no STF ou será enviado para instâncias inferiores da Justiça.
Por que influenciadores digitais estão sendo investigados pela PF?
A PF analisa se uma equipe ligada ao dono do banco Master, Daniel Vorcaro, contratou cerca de 40 influenciadores para atacar o Banco Central e autoridades financeiras. O objetivo da campanha coordenada seria pressionar os órgãos reguladores após a liquidação do banco, ocorrida no final de 2025. Os pesquisadores buscam rastrear pagamentos e contratos que comprovem o uso de redes sociais para interferir nas decisões do sistema financeiro.
Existe alguma ligação entre o banco Master e o crime organizado?
Uma das frentes investiga se o Master foi utilizado para lavagem de dinheiro por meio de fundos de investimentos suspeitos. Para isso, a PF está cruzando informações com a Operação Carbono Oculto, que revelou um esquema bilionário de adulteração de combustíveis ligado ao crime organizado. Os delegados suspeitaram que essas estruturas financeiras complexas serviriam para ocultar a origem ilícita de recursos.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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