PF investiga destruição de imagens de circuito interno de câmeras de prédio onde mora ex-presidente do Rioprevidência
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Ex-presidente do Rioprevidência é preso por suspeita de fraude com o Banco Master A Polícia Federal suspeita que um grupo liderado pelo advogado Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi o responsável pela destruição de imagens do circuito interno de câmeras do prédio em que ele reside, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Esse é um dos motivos que levaram a juíza federal Katia Maria Maia de Oliveira, da 6ª Vara Criminal Federal a determinar a prisão temporária do ex-presidente do Rioprevidência. Deivis foi preso na terça-feira (3) após voltar de uma viagem aos Estados Unidos. A defesa de Deivis não se pronunciou até o momento. O g1 não encontrou os defensores dos irmãos Rafael e Rodrigo Schmitz, presos em Santa Catarina na terça (3). A Polícia Federal informou ações que a Deivis teria utilizado para obstruir as investigações da instituição sobre o Rioprevidência: Destruição de imagens do circuito interno de TV do prédio onde reside; Retirada de itens de casa para local desconhecido pela PF Em 23 de janeiro, a Polícia Federal fez buscas em um apartamento em nome de Deivis localizado em um prédio localizado no bairro de Botafogo. No dia seguinte à ação, em 24 de janeiro, o pesquisador retornou ao prédio para buscar imagens do circuito interno de TV. Um motorista, Deivis Antunes e os irmãos gêmeos chegam juntos de viagem ao prédio onde moram em 7 de janeiro Reprodução Um HD foi gravado pelo técnico da empresa responsável pelo serviço com 30 dias de imagens. Em 25 de janeiro, quando a Polícia Federal iniciou uma análise descobriu que as imagens cedidas eram da câmera que captava a calçada em frente ao prédio em apenas dois dias de dezembro: 24 e 25 de dezembro. Na segunda-feira, 26 de janeiro, ao chegar à empresa, os policiais federais superficialmente que não existiam backup das imagens, mas um detalhe chamou a atenção: o sistema possuía três senhas de administrador que permitiam que as imagens fossem apagadas. Chamou a atenção da PF que a empresa, Deivis e o porteiro do prédio tiveram acesso ao dispositivo para apagar as imagens captadas pelo circuito interno. Isso poderia ser feito de forma remota. O responsável pela empresa relatou à PF que era “bastante atípico que outro usuário tinha essa senha além da empresa”. Apartamento para ‘recreação’ Nas buscas realizadas pela Polícia Federal, na primeira fase da operação Barco de Papel, um outro detalhe chamou a atenção dos investigadores: Deivis alugou um outro apartamento, no andar abaixo do seu, no prédio onde morava. Aos vizinhos, havia aqui, segundo a Polícia Federal, que era para “servir de área de atividade para seu filho”. A investigação da PF aponta que o imóvel, na verdade, era ocupado pelos irmãos gêmeos Rodrigo e Rafael Schmitz. A dupla também foi presa na terça-feira (3). Os irmãos Rafael e Rodrigo Schmitz chegam ao prédio de Deivis Antunes, ex-presidente do Rioprevidência Reprodução A perícia da Polícia Federal conseguiu recuperar imagens do circuito interno em que os irmãos retiraram itens do apartamento caseiro e os leva para o veículo da sogra de Deivis na garagem do prédio. No dia da busca da primeira fase da operação, em 23 de janeiro, um dos irmãos saiu do apartamento privado e deixou a chave do veículo, um Tiguan, na portaria do prédio. Em outras imagens, de 7 de janeiro, o ex-presidente do Rioprevidência chega ao prédio acompanhado dos irmãos gêmeos. Rafael e Rodrigo ficam no apartamento alugado enquanto Deivis sobe até o seu. Após 1h30, Deivis, de terno e gravata, desce até o imóvel onde estão os irmãos. Um deles, Rodrigo deixa o local com uma mochila nas costas e um papel na mão. Para a Polícia Federal, é material que auxiliou na investigação envolvida no Rioprevidência. De acordo com a PF, Deivis sabia que era alvo de investigação – há um procedimento aberto na Polícia Civil. Ainda em dezembro, Deivis Marcon Antunes prestou depoimento sobre possíveis irregularidades na administração do Rioprevidência. Dois homens chegam com documentos ao apartamento de Deivis Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Reprodução Para a Polícia Federal há um trânsito incomum de documentos entre o apartamento conhecido oficialmente como de Deivis e o imóvel ocupado pelos irmãos Schmitz. Entre eles, uma das imagens parece ser uma caixa de arquivos. Em uma das graças, um dos irmãos chega ao apartamento de Deivis e abre a porta com fechadura eletrônica sem qualquer ajuda do morador. Para a Justiça Federal, esses elementos foram suficientes para determinar a prisão temporária já que havia suspeitas de que atrapalhassem as investigações. Aportes de R$ 1 bilhão O Rioprevidência afirmou ter feito nos últimos anos aportes de quase R$ 1 bilhão em fundos do conglomerado de Daniel Vorcaro. A PF considera que essas operações financeiras, declaradas irregulares, “ex declararam o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua específica”. O fundo estadual é responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários a 235 mil servidores do RJ e seus dependentes, como aposentadorias e pensões. “A investigação, iniciada em novembro, visa apurar um conjunto de 9 operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, declarou a PF. O Master está em liquidação extrajudicial desde novembro, depois que o banco central revelou insolvência e suspeitas de fraude. A PF apura suspeitas de gestão fraudulenta, créditos falsos e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master.
Ex-presidente do Rioprevidência é preso por suspeita de fraude com o Banco Master A Polícia Federal suspeita que um grupo liderado pelo advogado Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi o responsável pela destruição de imagens do circuito interno de câmeras do prédio em que ele reside, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Esse é um dos motivos que levaram a juíza federal Katia Maria Maia de Oliveira, da 6ª Vara Criminal Federal a determinar a prisão temporária do ex-presidente do Rioprevidência. Deivis foi preso na terça-feira (3) após voltar de uma viagem aos Estados Unidos. A defesa de Deivis não se pronunciou até o momento. O g1 não encontrou os defensores dos irmãos Rafael e Rodrigo Schmitz, presos em Santa Catarina na terça (3). A Polícia Federal informou ações que a Deivis teria utilizado para obstruir as investigações da instituição sobre o Rioprevidência: Destruição de imagens do circuito interno de TV do prédio onde reside; Retirada de itens de casa para local desconhecido pela PF Em 23 de janeiro, a Polícia Federal fez buscas em um apartamento em nome de Deivis localizado em um prédio localizado no bairro de Botafogo. No dia seguinte à ação, em 24 de janeiro, o pesquisador retornou ao prédio para buscar imagens do circuito interno de TV. Um motorista, Deivis Antunes e os irmãos gêmeos chegam juntos de viagem ao prédio onde moram em 7 de janeiro Reprodução Um HD foi gravado pelo técnico da empresa responsável pelo serviço com 30 dias de imagens. Em 25 de janeiro, quando a Polícia Federal iniciou uma análise descobriu que as imagens cedidas eram da câmera que captava a calçada em frente ao prédio em apenas dois dias de dezembro: 24 e 25 de dezembro. Na segunda-feira, 26 de janeiro, ao chegar à empresa, os policiais federais superficialmente que não existiam backup das imagens, mas um detalhe chamou a atenção: o sistema possuía três senhas de administrador que permitiam que as imagens fossem apagadas. Chamou a atenção da PF que a empresa, Deivis e o porteiro do prédio tiveram acesso ao dispositivo para apagar as imagens captadas pelo circuito interno. Isso poderia ser feito de forma remota. O responsável pela empresa relatou à PF que era “bastante atípico que outro usuário tinha essa senha além da empresa”. Apartamento para ‘recreação’ Nas buscas realizadas pela Polícia Federal, na primeira fase da operação Barco de Papel, um outro detalhe chamou a atenção dos investigadores: Deivis alugou um outro apartamento, no andar abaixo do seu, no prédio onde morava. Aos vizinhos, havia aqui, segundo a Polícia Federal, que era para “servir de área de atividade para seu filho”. A investigação da PF aponta que o imóvel, na verdade, era ocupado pelos irmãos gêmeos Rodrigo e Rafael Schmitz. A dupla também foi presa na terça-feira (3). Os irmãos Rafael e Rodrigo Schmitz chegam ao prédio de Deivis Antunes, ex-presidente do Rioprevidência Reprodução A perícia da Polícia Federal conseguiu recuperar imagens do circuito interno em que os irmãos retiraram itens do apartamento caseiro e os leva para o veículo da sogra de Deivis na garagem do prédio. No dia da busca da primeira fase da operação, em 23 de janeiro, um dos irmãos saiu do apartamento privado e deixou a chave do veículo, um Tiguan, na portaria do prédio. Em outras imagens, de 7 de janeiro, o ex-presidente do Rioprevidência chega ao prédio acompanhado dos irmãos gêmeos. Rafael e Rodrigo ficam no apartamento alugado enquanto Deivis sobe até o seu. Após 1h30, Deivis, de terno e gravata, desce até o imóvel onde estão os irmãos. Um deles, Rodrigo deixa o local com uma mochila nas costas e um papel na mão. Para a Polícia Federal, é material que auxiliou na investigação envolvida no Rioprevidência. De acordo com a PF, Deivis sabia que era alvo de investigação – há um procedimento aberto na Polícia Civil. Ainda em dezembro, Deivis Marcon Antunes prestou depoimento sobre possíveis irregularidades na administração do Rioprevidência. Dois homens chegam com documentos ao apartamento de Deivis Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Reprodução Para a Polícia Federal há um trânsito incomum de documentos entre o apartamento conhecido oficialmente como de Deivis e o imóvel ocupado pelos irmãos Schmitz. Entre eles, uma das imagens parece ser uma caixa de arquivos. Em uma das graças, um dos irmãos chega ao apartamento de Deivis e abre a porta com fechadura eletrônica sem qualquer ajuda do morador. Para a Justiça Federal, esses elementos foram suficientes para determinar a prisão temporária já que havia suspeitas de que atrapalhassem as investigações. Aportes de R$ 1 bilhão O Rioprevidência afirmou ter feito nos últimos anos aportes de quase R$ 1 bilhão em fundos do conglomerado de Daniel Vorcaro. A PF considera que essas operações financeiras, declaradas irregulares, “ex declararam o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua específica”. O fundo estadual é responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários a 235 mil servidores do RJ e seus dependentes, como aposentadorias e pensões. “A investigação, iniciada em novembro, visa apurar um conjunto de 9 operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, declarou a PF. O Master está em liquidação extrajudicial desde novembro, depois que o banco central revelou insolvência e suspeitas de fraude. A PF apura suspeitas de gestão fraudulenta, créditos falsos e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master.[/gpt3]











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