
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (12) a quarta fase da Operação Coffee Break para investigar suspeitas de fraude em licitações da área de educação em municípios do interior de São Paulo. As diligências ocorrem nos municípios de Campinas, de Jundiaí, de Americana, de Itu e de Sumaré.
Entre os nomes citados nas investigações da Operação Coffe Break está Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mencionada nas etapas anteriores da apuração.
A ação desta quinta cumpriu um mandato de prisão e dez mandatos de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares. Um dos alvos foi o ex-secretário de Educação de Sumaré (SP), José Aparecido Ribeiro Marin, preso durante a operação. Ao Estadãoa defesa do ex-secretário nega irregularidades atribuídas a Marin e afirma que ele “permanece à disposição para os esclarecimentos necessários”.
Além dele, a operação também teve como alvo a secretária de Finanças de Itu (SP), Monis Marcia Soares, que passou a usar uma tornozeleira eletrônica. UM Gazeta do Povoa prefeitura de Itu afirmou que a operação não tem nenhuma relação com os atos administrativos de Itu e a gestão atual. “Entretanto, diante das ilações em relação à secretária municipal de Finanças, a mesma está sendo exonerada de sua carga na data de hoje”, concluiu a administração municipal.
Segundo a Polícia Federal, o objetivo da fase atual é apurar fraudes em processos licitatórios realizados pela Secretaria de Educação de Sumaré entre 2021 e 2025, além de possíveis práticas de lavagem de dinheiro para ocultar recursos desviados do erário. Em nota, a PF afirmou que os investigados podem responder por crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As penas somadas podem chegar a 60 anos de prisão.
UM Gazeta do Povo buscou contato com a Secretaria de Educação de Sumaré, mas não recebeu retorno até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto.
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Ex-nora de Lula aparece nas investigações
As investigações também mencionam a empresária Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado do presidente Lula. Ela já foi alvo das etapas anteriores da chamada Operação Coffee Break, que apura supostos desvios de recursos destinados à compra de materiais didáticos pelas prefeituras paulistas.
Carla Ariane, é apontada pela investigação como peça central do esquema de tráfico de influência em Brasília, para facilitar contratos superfaturados de materiais educacionais.
De acordo com a PF, a suspeita é que os empresários responsáveis por contratos de kits educacionais e materiais didáticos tenham recorrido a intermediários para obter vantagens e facilitar negociações com órgãos públicos. Documentos apreendidos pelos investigadores indicando pagamentos e contatos que buscariam abrir portas em instâncias do governo federal.
Nas fases anteriores da investigação, a Polícia Federal informou que uma empresa fornecedora de materiais educacionais teria recebido cerca de R$ 70 milhões em contratos com prefeituras do interior paulista. Os investigadores suspeitam que parte desses contratos tenha sido intencional ou superfaturada, com o uso de empresas de fachada para ocultar pagamentos indevidos.
A defesa de Carla Ariane Trindade já afirmou, em manifestações anteriores à imprensa, que nega irregularidades.












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