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Pacientes denunciam ginecologista por abuso sexual; médico está proibido de exercer a profissão

Redação Por Redação
3 de junho de 2026
Em Notícias
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Pacientes denunciam ginecologista por abuso sexual; médico está proibido de exercer a profissão
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Pacientes denunciam ginecologista por abuso sexual; médico está proibido de exercer a profissão
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Médico é investigado após pacientes relatarem abusos sexuais durante atendimentos ginecológicos Reprodução/TV Globo Três mulheres acusam o ginecologista Carlos Alfredo Mendes de Oliveira de ter abusos sexuais durante consultas médicas em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Segundo as denúncias feitas à Polícia Civil, os episódios ocorreram durante exames ginecológicos e preventivos. As mulheres afirmam que, na época dos atendimentos, senti desconforto com a conduta do médico, mas tive dificuldade em compreender o que estava acontecendo. “Eu me senti desconfortável. Fiquei pensando se aquilo era normal, se ele pudesse fazer aquilo”, relatou uma das pacientes. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Agora no g1 Outra mulher contorno que saiu da consulta em estado de choque. “Quando saí da sala, mandei mensagem para minha mãe dizendo: ‘Mãe, acho que o médico abusou de mim’”, afirmou. De acordo com a Polícia Civil, cinco mulheres registraram boletins de ocorrência contra o médico em delegações do estado entre 2015 e 2026. Os pacientes relatam situações semelhantes. Uma delas afirma que foi puxada pelo médico enquanto estava posicionada para o exame ginecológico e que, durante uma avaliação das mães, ele teria se aproximado fisicamente de forma convencional. Outra mulher disse que o atendimento se prolongou por cerca de 30 minutos e que houve toques que, segundo ela, não tinham relação com o procedimento médico. Uma terceira paciente contou que procurou o médico após ser encaminhada por uma unidade de saúde e que se sentiu constrangida durante uma consulta. Segundo ela, o profissional teria feito perguntas e comportamentos que a deixaram intimidada. Ela afirma que o exame só terminou após manifestar preocupações. A delegada Vanessa Martins, da Deam de São João de Meriti, afirmou que a investigação comprometeu-se a condutas incompatíveis com o padrão esperado para atendimentos ginecológicos. A delegada Vanessa Martins afirma que a investigação estabelece condutas incompatíveis com o padrão esperado para atendimentos ginecológicos Reprodução/TV Globo “Nós podemos observar procedimentos divorciados do padrão de atendimento de um ginecologista, com aproximações físicas inoportunas durante os atendimentos, toques íntimos prejudiciais e comentários de conotação sexual”, afirmou. Em depoimento prestado neste ano, ao ser questionado se já havia sido acusado anteriormente por pacientes de condutas prejudiciais, Carlos Alfredo respondeu que sim. Segundo o registro da investigação, ele declarou que os ginecologistas costumam enfrentar esse tipo de situação ao longo da carreira. Prisão negada A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do médico, mas a Justiça negou o pedido. Na decisão, a magistrada levou em consideração que o investigado tem 71 anos e que, naquele momento, medidas cautelares seriam suficientes. Entre as determinações impostas pela Justiça estão o comparação periódica em julgamento e a decisão do exercício da medicina. Para Michel Brito, advogado que representa uma das vítimas, a decisão deveria ter sido diferente. “É um caso gravíssimo, praticado em ambientes silenciosos. Ao entender da defesa, a prisão seria necessária para garantia da ordem pública”, afirmou. Segundo os denunciantes, um dos consultórios utilizados pelo médico funcionava em um prédio comercial no Centro de São João de Meriti. Durante a investigação, funcionários da recepção informaram que Carlos Alfredo permanentemente realizava atendimentos no local normalmente. O nome do médico também aparece no painel de identificação do edifício. Carlos Alfredo responde pelo crime de violação sexual mediante fraude. No sistema de consulta do Cremerj, o registro profissional aparece suspenso. Uma das mulheres que denunciou o médico há mais de 5 anos afirma que sente frustração ao saber que outros pacientes registraram ocorrências posteriormente. “É traumatizante. Acho que, se ele tivesse sido preso naquela época, outras mulheres talvez não tenham passado por isso”, disse. Outra vítima que precisou interromper projetos pessoais após o episódio. “Demorei muito tempo para voltar a viver normalmente. Quero dizer para outras mulheres que a vida continua, apesar de tudo”, afirmou. O que disseram os envolvidos O RJ1 tentou contato com Carlos Alfredo Mendes de Oliveira por telefone e mensagens, mas não obteve retorno. O Cremerj informou que o procedimento relacionado à conduta do médico tramita sob sigilo e, por isso, não pode fornecer detalhes. O conselho afirmou ainda que tomaria conhecimento, por meio da reportagem, da informação de que o médico realizaria atendimentos durante o período de suspensão judicial e que adotará as medidas cabíveis de apuração, incluindo a comunicação às autoridades competentes. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informou que apresentou denúncia contra o médico em março deste ano. Já o Tribunal de Justiça declarou que, por se tratar de um processo que tramita sob segredo de Justiça, não pode fornecer informações adicionais. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode acompanhar o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
Médico é investigado após pacientes relatarem abusos sexuais durante atendimentos ginecológicos Reprodução/TV Globo Três mulheres acusam o ginecologista Carlos Alfredo Mendes de Oliveira de ter abusos sexuais durante consultas médicas em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Segundo as denúncias feitas à Polícia Civil, os episódios ocorreram durante exames ginecológicos e preventivos. As mulheres afirmam que, na época dos atendimentos, senti desconforto com a conduta do médico, mas tive dificuldade em compreender o que estava acontecendo. “Eu me senti desconfortável. Fiquei pensando se aquilo era normal, se ele pudesse fazer aquilo”, relatou uma das pacientes. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Agora no g1 Outra mulher contorno que saiu da consulta em estado de choque. “Quando saí da sala, mandei mensagem para minha mãe dizendo: ‘Mãe, acho que o médico abusou de mim’”, afirmou. De acordo com a Polícia Civil, cinco mulheres registraram boletins de ocorrência contra o médico em delegações do estado entre 2015 e 2026. Os pacientes relatam situações semelhantes. Uma delas afirma que foi puxada pelo médico enquanto estava posicionada para o exame ginecológico e que, durante uma avaliação das mães, ele teria se aproximado fisicamente de forma convencional. Outra mulher disse que o atendimento se prolongou por cerca de 30 minutos e que houve toques que, segundo ela, não tinham relação com o procedimento médico. Uma terceira paciente contou que procurou o médico após ser encaminhada por uma unidade de saúde e que se sentiu constrangida durante uma consulta. Segundo ela, o profissional teria feito perguntas e comportamentos que a deixaram intimidada. Ela afirma que o exame só terminou após manifestar preocupações. A delegada Vanessa Martins, da Deam de São João de Meriti, afirmou que a investigação comprometeu-se a condutas incompatíveis com o padrão esperado para atendimentos ginecológicos. A delegada Vanessa Martins afirma que a investigação estabelece condutas incompatíveis com o padrão esperado para atendimentos ginecológicos Reprodução/TV Globo “Nós podemos observar procedimentos divorciados do padrão de atendimento de um ginecologista, com aproximações físicas inoportunas durante os atendimentos, toques íntimos prejudiciais e comentários de conotação sexual”, afirmou. Em depoimento prestado neste ano, ao ser questionado se já havia sido acusado anteriormente por pacientes de condutas prejudiciais, Carlos Alfredo respondeu que sim. Segundo o registro da investigação, ele declarou que os ginecologistas costumam enfrentar esse tipo de situação ao longo da carreira. Prisão negada A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do médico, mas a Justiça negou o pedido. Na decisão, a magistrada levou em consideração que o investigado tem 71 anos e que, naquele momento, medidas cautelares seriam suficientes. Entre as determinações impostas pela Justiça estão o comparação periódica em julgamento e a decisão do exercício da medicina. Para Michel Brito, advogado que representa uma das vítimas, a decisão deveria ter sido diferente. “É um caso gravíssimo, praticado em ambientes silenciosos. Ao entender da defesa, a prisão seria necessária para garantia da ordem pública”, afirmou. Segundo os denunciantes, um dos consultórios utilizados pelo médico funcionava em um prédio comercial no Centro de São João de Meriti. Durante a investigação, funcionários da recepção informaram que Carlos Alfredo permanentemente realizava atendimentos no local normalmente. O nome do médico também aparece no painel de identificação do edifício. Carlos Alfredo responde pelo crime de violação sexual mediante fraude. No sistema de consulta do Cremerj, o registro profissional aparece suspenso. Uma das mulheres que denunciou o médico há mais de 5 anos afirma que sente frustração ao saber que outros pacientes registraram ocorrências posteriormente. “É traumatizante. Acho que, se ele tivesse sido preso naquela época, outras mulheres talvez não tenham passado por isso”, disse. Outra vítima que precisou interromper projetos pessoais após o episódio. “Demorei muito tempo para voltar a viver normalmente. Quero dizer para outras mulheres que a vida continua, apesar de tudo”, afirmou. O que disseram os envolvidos O RJ1 tentou contato com Carlos Alfredo Mendes de Oliveira por telefone e mensagens, mas não obteve retorno. O Cremerj informou que o procedimento relacionado à conduta do médico tramita sob sigilo e, por isso, não pode fornecer detalhes. O conselho afirmou ainda que tomaria conhecimento, por meio da reportagem, da informação de que o médico realizaria atendimentos durante o período de suspensão judicial e que adotará as medidas cabíveis de apuração, incluindo a comunicação às autoridades competentes. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informou que apresentou denúncia contra o médico em março deste ano. Já o Tribunal de Justiça declarou que, por se tratar de um processo que tramita sob segredo de Justiça, não pode fornecer informações adicionais. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode acompanhar o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.[/gpt3]

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