A prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) nesta segunda-feira (13) é resultado de meses de vigilância conduzida pelo representante da Polícia Federal, em Miami, em cooperação com autoridades americanas.
Informações preliminares apontam que a abordagem ocorreu devido a uma infração de trânsito. Durante a ação policial, as autoridades constataram irregularidades em sua documentação, e ele foi encaminhado para um centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE).
Segundo fontes a par da investigação ouvidas pela Gazeta do Povoa residência e a entrega do ex-parlamentar vinham sendo acompanhados há meses. O paradeiro foi descoberto após o ex-parlamentar utilizar o passaporte cancelado pela Justiça para comprar um carro.
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A autoridade brasileira denunciou o uso irregular do documento e pediu à Justiça dos Estados Unidos que expedisse um mandado de prisão, mas o pedido foi negado.
O nome de Ramagem já aparece no site oficial do governo americano com o status “sob custódia do ICE”. Veja abaixo:

Proibido de sair do país, o ex-deputado foi para os Estados Unidos em setembro de 2025 com um passaporte diplomático, que não ficou apreendido.
Depois de se hospedar em um condomínio de luxo em Miami, Ramagem mudou para uma casa em Orlando, no estado da Flórida. O ex-deputado foi condenado a 16 anos de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado.
Deportação ou extradição?
Até o momento, não há detalhes se a situação de ramagem será julgada como um processo de extradição ou deportação. A princípio, a prisão foi motivada por uma irregularidade na documentação migratória, o que, em tese, poderia ser avaliada como um caso de deportação.
Em novembro de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decretou o trânsito em julgado do inquérito do golpe e determinou a prisão imediata de todos os réus do núcleo 1.
Além da prisão, a Corte determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar, que já estava nos Estados Unidos e foi declarado foragido.
Em janeiro deste ano, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição já havia sido enviado ao governo americano no final de dezembro.












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