O que a viúva e a polícia dizem sobre morte de morador na operação nos Prazeres
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Viúva de morador policial acusa de pedir que ela culpasse bandidos A morte do ajudante de cozinha Leandro Silva Souza, de 30 anos, durante uma operação da Polícia Militar no Morro dos Prazeres, na região central do Rio, tem versões contraditórias. Enquanto a PM afirma que a casa foi invadida por criminosos, que fizeram o morador e a esposa reféns, e que houve tentativa de negociação antes de um confronto, a viúva nega essa versão e diz que os policiais já chegaram atirando. Ela também afirma que não houve troca de tiros nem rendição e relata ainda ter sido orientada por um agente a declarar, em depoimento, que os disparos partiram de bandidos. A operação nesta quarta-feira (18) foi deflagrada pelo Batalhão de Operação Especial (Bope) e pela Subsecretaria de Inteligência da PM e tinha como objetivo encontrar criminosos ligados a roubos de veículo. Ao todo, oito pessoas morreram, entre eles, Leandro. Veja abaixo o que disse a PM e a viúva sobre o caso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça PM fala em casal feito refém e tentativa de negociação O comandante Bope, o tenente-coronel Marcelo Corbage Reprodução/TV Globo Durante uma coletiva de imprensa quarta-feira nesta, representantes da PM falaram que a casa de Leandro foi invadida por um grupo de bandidos, e que o morador e a esposa foram feitos reféns. A corporação disse ainda que, apesar de uma tentativa de negociação, houve confronto, que terminou com a morte de seis bandidos e de Leandro. “Uma ação covarde. Eles se hospedaram na residência, colocaram um casal como refúgio. E quando adentramos o imóvel começou uma negociação preliminar. No momento em que a gente tava buscando uma solução de consolidação, uma negociação, houve disparos dentro da residência, o que seu Leandro acabou prejudicando o primeiro PAF na região da cabeça”, disse o comandante do Bope, o tenente-coronel Marcelo Corbage. “Nossa tropa respondeu imediatamente ao fogo onde houve essa ação de neutralização de seis crimes”, acrescentou. O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, afirmou que a intervenção foi necessária após tiros terem sido disparados dentro do imóvel. “Quando a gente desenvolveu o trabalho, eles reagiram, efetuaram diversos disparos que atingiram o morador, atingiram o policial do Bope no ombro, e a gente teve que intervir, em que os seis marginais foram neutralizados.” Em nota, um PM lamentou a morte de Leandro durante a operação no Morro dos Prazeres e informou que o caso é investigado em procedimento interno e pela Polícia Civil. Segundo a corporação, a purificação depende da perícia técnica, que vai esclarecer as explicações da ação. Viúva diz que o único tiro disparado foi da polícia Roberta, viúva de Leandro Reprodução/TV Globo Roberta Ferro Hipólito, mulher de Leandro, negou que ela e o marido tenham sido feitos reféns dentro da casa onde os bandidos se esconderam. “Não teve nenhum tipo de confronto. A polícia o tempo todo tava gritando ‘joga os fuzis pra fora, joga os fuzis pra fora’. Quando eu escutei a polícia falando ‘pega a granada’, que foi o momento que eles arrebentaram a minha porta com a granada e foram atirando onde meu marido morreu”, disse Roberta. A viúva afirmou que não houve confronto nem negociação, e os únicos disparos foram feitos pela polícia. “Não houve negociação nenhuma. Em algum momento eu vi a polícia pedindo negociação pra mim e pro meu marido saímos de casa. [A polícia] Não disse se tinha morador, não disse se tinha pai de família, não disse nada.” Leandro tinha 30 anos e era ajudante de cozinha Reprodução/TV Globo Roberta afirmou que foi orientada por um policial a dizer, em depoimento na delegacia, que Leandro foi baleado por criminosos. Segundo ela, ao deixar o local, o agente disse que ela deveria relatar que “o bandido atirou no seu marido”. “Eu não falei. E nem vou falar porque eu não vi bandido atirando no meu marido”, declarou. A viúva disse ainda que não consegue descrever o policial que falou com ela porque ele estava com o rosto coberto. A viúva também contestou o número de crimes dentro da casa. De acordo com ela, eram quatro suspeitos, e três morreram. “Os três elementos que tavam dentro do meu quarto sem reagir também.” Um vídeo feito por uma moradora mostra como ficou na casa de Roberta e Leandro. Diversas cápsulas de fuzis estavam espalhadas mata pelo chão, além de placas de sangue No quarto, uma parede tinha várias marcas de tiros e sangue No áudio, é possível ouvir uma mulher chorar (veja abaixo). O Comando Vermelho na região tinha pelo menos 8 mandados de prisão em aberto por vários crimes, como sequestro e cárcere privado, tráfico de drogas e constrangimento ilegal, entre outros crimes O bandido tinha 135 passagens pela polícia, a PM imprimiu a longa ficha criminal dele (veja abaixo). primo Rino Polato, de 59 anos, estava em duas motocicletas e entrou na comunidade por engano. Jiló tinha mais de 100 anotações criminais Reprodução Investigação O Ministério Público do Rio (MPRJ) informou que solicita as imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos, pedido também feito pela Promotoria de Auditoria Militar à Corregedoria da PM. Homicídios da Capital afirmaram que o caso segue sob investigação. A corporação não comentou a fala da viúva, negando a versão dos policiais.
Viúva de morador policial acusa de pedir que ela culpasse bandidos A morte do ajudante de cozinha Leandro Silva Souza, de 30 anos, durante uma operação da Polícia Militar no Morro dos Prazeres, na região central do Rio, tem versões contraditórias. Enquanto a PM afirma que a casa foi invadida por criminosos, que fizeram o morador e a esposa reféns, e que houve tentativa de negociação antes de um confronto, a viúva nega essa versão e diz que os policiais já chegaram atirando. Ela também afirma que não houve troca de tiros nem rendição e relata ainda ter sido orientada por um agente a declarar, em depoimento, que os disparos partiram de bandidos. A operação nesta quarta-feira (18) foi deflagrada pelo Batalhão de Operação Especial (Bope) e pela Subsecretaria de Inteligência da PM e tinha como objetivo encontrar criminosos ligados a roubos de veículo. Ao todo, oito pessoas morreram, entre eles, Leandro. Veja abaixo o que disse a PM e a viúva sobre o caso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça PM fala em casal feito refém e tentativa de negociação O comandante Bope, o tenente-coronel Marcelo Corbage Reprodução/TV Globo Durante uma coletiva de imprensa quarta-feira nesta, representantes da PM falaram que a casa de Leandro foi invadida por um grupo de bandidos, e que o morador e a esposa foram feitos reféns. A corporação disse ainda que, apesar de uma tentativa de negociação, houve confronto, que terminou com a morte de seis bandidos e de Leandro. “Uma ação covarde. Eles se hospedaram na residência, colocaram um casal como refúgio. E quando adentramos o imóvel começou uma negociação preliminar. No momento em que a gente tava buscando uma solução de consolidação, uma negociação, houve disparos dentro da residência, o que seu Leandro acabou prejudicando o primeiro PAF na região da cabeça”, disse o comandante do Bope, o tenente-coronel Marcelo Corbage. “Nossa tropa respondeu imediatamente ao fogo onde houve essa ação de neutralização de seis crimes”, acrescentou. O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, afirmou que a intervenção foi necessária após tiros terem sido disparados dentro do imóvel. “Quando a gente desenvolveu o trabalho, eles reagiram, efetuaram diversos disparos que atingiram o morador, atingiram o policial do Bope no ombro, e a gente teve que intervir, em que os seis marginais foram neutralizados.” Em nota, um PM lamentou a morte de Leandro durante a operação no Morro dos Prazeres e informou que o caso é investigado em procedimento interno e pela Polícia Civil. Segundo a corporação, a purificação depende da perícia técnica, que vai esclarecer as explicações da ação. Viúva diz que o único tiro disparado foi da polícia Roberta, viúva de Leandro Reprodução/TV Globo Roberta Ferro Hipólito, mulher de Leandro, negou que ela e o marido tenham sido feitos reféns dentro da casa onde os bandidos se esconderam. “Não teve nenhum tipo de confronto. A polícia o tempo todo tava gritando ‘joga os fuzis pra fora, joga os fuzis pra fora’. Quando eu escutei a polícia falando ‘pega a granada’, que foi o momento que eles arrebentaram a minha porta com a granada e foram atirando onde meu marido morreu”, disse Roberta. A viúva afirmou que não houve confronto nem negociação, e os únicos disparos foram feitos pela polícia. “Não houve negociação nenhuma. Em algum momento eu vi a polícia pedindo negociação pra mim e pro meu marido saímos de casa. [A polícia] Não disse se tinha morador, não disse se tinha pai de família, não disse nada.” Leandro tinha 30 anos e era ajudante de cozinha Reprodução/TV Globo Roberta afirmou que foi orientada por um policial a dizer, em depoimento na delegacia, que Leandro foi baleado por criminosos. Segundo ela, ao deixar o local, o agente disse que ela deveria relatar que “o bandido atirou no seu marido”. “Eu não falei. E nem vou falar porque eu não vi bandido atirando no meu marido”, declarou. A viúva disse ainda que não consegue descrever o policial que falou com ela porque ele estava com o rosto coberto. A viúva também contestou o número de crimes dentro da casa. De acordo com ela, eram quatro suspeitos, e três morreram. “Os três elementos que tavam dentro do meu quarto sem reagir também.” Um vídeo feito por uma moradora mostra como ficou na casa de Roberta e Leandro. Diversas cápsulas de fuzis estavam espalhadas mata pelo chão, além de placas de sangue No quarto, uma parede tinha várias marcas de tiros e sangue No áudio, é possível ouvir uma mulher chorar (veja abaixo). O Comando Vermelho na região tinha pelo menos 8 mandados de prisão em aberto por vários crimes, como sequestro e cárcere privado, tráfico de drogas e constrangimento ilegal, entre outros crimes O bandido tinha 135 passagens pela polícia, a PM imprimiu a longa ficha criminal dele (veja abaixo). primo Rino Polato, de 59 anos, estava em duas motocicletas e entrou na comunidade por engano. Jiló tinha mais de 100 anotações criminais Reprodução Investigação O Ministério Público do Rio (MPRJ) informou que solicita as imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos, pedido também feito pela Promotoria de Auditoria Militar à Corregedoria da PM. Homicídios da Capital afirmaram que o caso segue sob investigação. A corporação não comentou a fala da viúva, negando a versão dos policiais.[/gpt3]

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