O horário de Brasília é, na verdade, carioca; entender como funcionam os relógios atômicos do Observatório Nacional
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O horário de Brasília é, na verdade, carioca; entenda A maior parte dos relógios do Brasil estão acertados para marcar o horário de Brasília. Mas de Brasília, o fuso só tem o nome. Isso porque os quatro horários do país são gerados no Rio de Janeiro, pelos relógios atômicos do Observatório Nacional. Quando a Divisão de Serviços da Hora Legal Brasileira foi fundada, juntamente com o Observatório, por D. Pedro I, em 1827, a medição do tempo era feita pela observação dos astros. Mas, desde os anos 70, o Brasil adquiriu equipamentos mais modernos e, hoje, é capaz de medir a hora com uma precisão de um quatrilionésimo de segundo. Essa fração é chamada de fentosegundo. O g1 conversou com Ricardo José de Carvalho, engenheiro de sistemas e chefe de divisão, para entender como funciona o sistema que conta com dez relógios atômicos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Do tempo astronômico ao tempo atômico “Em 1967, houve uma transição da definição do segundo. Ele saiu do tempo astronômico e passou para o tempo atômico”, explicou Carvalho. “Isso foi feito através de pesquisa, que começou em 1947, mais ou menos, quando foi feito um oscilador de Césio-133.” Carvalho explica que o Césio – 133 é a única configuração estável do átomo, e ele funciona como uma espécie de pêndulo do relógio. Os equipamentos são compostos por um tubo, onde é gerado um feixe em que o átomo passa, de um lado para o outro. Essa frequência estimula um componente de quartzo, como o usado em relógios comuns, e é traduzido em sinais elétricos. A frequência do átomo é tão estável que chega a ser mais precisa do que o movimento da Terra. Ricardo explicou que um dia não tem exatamente 24h, porque as rotações da terra têm variações, então às vezes, os equipamentos precisam ser ajustados. Muito diferente do Césio-137, por exemplo, que é radioativo, o átomo presente nos relógios atômicos não apresenta risco. Mas, mesmo assim, a Divisão não confia num único equipamento. A hora que é gerada pelo departamento é uma mídia de dez relógios atômicos. Os sinais são monitorados, em tempo real, por um sistema que, por meio de uma pesquisa matemática, calcula o resultado. Os relógios estão acertados para medir a hora zero, como é chamado o fuso que corresponde ao Meridiano de Greenwich, linha imaginária que divide os hemisférios oriental e ocidental. A partir desse dado, são medidas a hora de Fernando de Noronha (-2), de Brasília (-3), do Amazonas (-4) e do Amazonas (-5) – todas no Rio de Janeiro. Do observatório até o seu relógio, Ricardo também explicou que a maior parte dos sistemas operacionais de smartphones não usa a Hora Legal Brasileira como referência. Mas os setores econômicos e sociais que dependem de marcação precisa do tempo, como os bancos ou o judiciário, contratam o serviço. Para cidadãos ele é gratuito. Quem quiser acertar seus relógios, pode verificar a hora pelo site da Divisão. Servidor verificando os aparelhos de transmissão da hora no Observatório Nacional Gabriela Wolynec/g1 Observatório Nacional, no Rio Gabriela Wolynec/g1
O horário de Brasília é, na verdade, carioca; entenda A maior parte dos relógios do Brasil estão acertados para marcar o horário de Brasília. Mas de Brasília, o fuso só tem o nome. Isso porque os quatro horários do país são gerados no Rio de Janeiro, pelos relógios atômicos do Observatório Nacional. Quando a Divisão de Serviços da Hora Legal Brasileira foi fundada, juntamente com o Observatório, por D. Pedro I, em 1827, a medição do tempo era feita pela observação dos astros. Mas, desde os anos 70, o Brasil adquiriu equipamentos mais modernos e, hoje, é capaz de medir a hora com uma precisão de um quatrilionésimo de segundo. Essa fração é chamada de fentosegundo. O g1 conversou com Ricardo José de Carvalho, engenheiro de sistemas e chefe de divisão, para entender como funciona o sistema que conta com dez relógios atômicos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Do tempo astronômico ao tempo atômico “Em 1967, houve uma transição da definição do segundo. Ele saiu do tempo astronômico e passou para o tempo atômico”, explicou Carvalho. “Isso foi feito através de pesquisa, que começou em 1947, mais ou menos, quando foi feito um oscilador de Césio-133.” Carvalho explica que o Césio – 133 é a única configuração estável do átomo, e ele funciona como uma espécie de pêndulo do relógio. Os equipamentos são compostos por um tubo, onde é gerado um feixe em que o átomo passa, de um lado para o outro. Essa frequência estimula um componente de quartzo, como o usado em relógios comuns, e é traduzido em sinais elétricos. A frequência do átomo é tão estável que chega a ser mais precisa do que o movimento da Terra. Ricardo explicou que um dia não tem exatamente 24h, porque as rotações da terra têm variações, então às vezes, os equipamentos precisam ser ajustados. Muito diferente do Césio-137, por exemplo, que é radioativo, o átomo presente nos relógios atômicos não apresenta risco. Mas, mesmo assim, a Divisão não confia num único equipamento. A hora que é gerada pelo departamento é uma mídia de dez relógios atômicos. Os sinais são monitorados, em tempo real, por um sistema que, por meio de uma pesquisa matemática, calcula o resultado. Os relógios estão acertados para medir a hora zero, como é chamado o fuso que corresponde ao Meridiano de Greenwich, linha imaginária que divide os hemisférios oriental e ocidental. A partir desse dado, são medidas a hora de Fernando de Noronha (-2), de Brasília (-3), do Amazonas (-4) e do Amazonas (-5) – todas no Rio de Janeiro. Do observatório até o seu relógio, Ricardo também explicou que a maior parte dos sistemas operacionais de smartphones não usa a Hora Legal Brasileira como referência. Mas os setores econômicos e sociais que dependem de marcação precisa do tempo, como os bancos ou o judiciário, contratam o serviço. Para cidadãos ele é gratuito. Quem quiser acertar seus relógios, pode verificar a hora pelo site da Divisão. Servidor verificando os aparelhos de transmissão da hora no Observatório Nacional Gabriela Wolynec/g1 Observatório Nacional, no Rio Gabriela Wolynec/g1[/gpt3]












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