Nova regra obriga cartórios do RJ a filmar assinaturas para combater fraudes
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Documentos legítimos, negócios falsos e prejuízo real: Fantástico investigou falhas cometidas por cartórios no Rio de Janeiro A Corregedoria-Geral de Justiça determinou novas regras para tentar coibir fraudes em cartórios do Rio de Janeiro. A partir de agora, a emissão de documentos e a assinatura de atos notariais deverão ser registradas por meio de vídeo, fotografia ou impressão digital no momento do atendimento ao usuário. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A exigência vale para todos os cartórios do estado e prevê que as imagens ou dados biométricos recebam arquivos de forma associados ao ato, como escrituras e testamentos, para eventual consulta futura pelas autoridades ou pelas próprias partes envolvidas. A profissional de protocolo Enuzia de Sousa passou pelo novo procedimento ao abrir uma firma. Segundo ela, a medida aumenta a segurança. “Eu abri uma firma pra mim, pra minha própria segurança também. Acho mais seguro fazer desse modo, para não ter fraude, nada disso. Foi simples, sem estresse, rápido e seguro”, disse. Em um cartório da Zona Sul do Rio, o advogado Mário de Andrade precisava assinar a escritura de venda de um apartamento em Copacabana pertencente a um cliente. O ato foi filmado por uma funcionária com a câmera do celular. Para ele, o registro ajuda a dar transparência aos procedimentos. “Trazer banco de dados digitais, que as pessoas podem consultar como esse ato foi feito, na verdade traz o plano da realidade pro futuro. As pessoas podem exatamente ver o que aconteceu, como que essa liturgia foi feita, como os atos foram atrasados e o que as partes transacionaram efetivamente”, comentou o advogado. Os Cartórios do Rio são alvo de denúncias por fraudes com documentos falsos, desvios e venda de bens de vítimas. Fantástico A substituta do tabelião Barbara Firmo também destacou a importância do registro para evitar disputas futuras. “Fazer a compra de um imóvel hoje todo mundo ta ali presente, todo mundo de acordo, mas se no futuro essa transação vier a ser questionada, fica muito mais fácil solucionar aquela questão”, avaliou. Segundo ela, a iniciativa reforça o papel dos cartórios diante dos avanços tecnológicos. “Acho que o cartório de notas ter essa responsabilidade é também mostrar a capacidade dos cartórios de trazer esse tipo de segurança aos cidadãos que precisam cada vez mais de segurança diante da tecnologia, diante dos avanços da IA”, reforçou. A mudança ocorre após uma reportagem do Fantástico mostrar, no fim do ano passado, que cartórios do Rio estavam sendo investigados por fraudes. Pessoas humildes, brasileiros que moram fora do país e até pessoas mortas tiveram nomes e assinaturas usadas de forma irregular em crimes contra o patrimônio, que muitas vezes levam anos para serem identificados. A iniciativa de tornar obrigatório o registro e o arquivamento de imagens e chuva digital partiu da Corregedoria-Geral de Justiça e é considerada inédita no Brasil. Segundo o corregedor, desembargador Cláudio Brandão, o material ficará disponível para apuração, se necessário. “O que o provimento previsto é o registro do ato em si. Ele vai ficar armazenado. É um ato acessório à escritura, testamento. Se houver necessidade, essas informações serão acessíveis à corregedoria, ao poder judiciário, MP ou à própria parte”, explicou o corregedor. Para o corregedor, a nova regra deve reduzir a prática de crimes em cartórios. “Isso sem dúvida não vai inibir fraudes que ocorram na prática de atos notariais. São poucas, mas elas existem”.
Documentos legítimos, negócios falsos e prejuízo real: Fantástico investigou falhas cometidas por cartórios no Rio de Janeiro A Corregedoria-Geral de Justiça determinou novas regras para tentar coibir fraudes em cartórios do Rio de Janeiro. A partir de agora, a emissão de documentos e a assinatura de atos notariais deverão ser registradas por meio de vídeo, fotografia ou impressão digital no momento do atendimento ao usuário. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A exigência vale para todos os cartórios do estado e prevê que as imagens ou dados biométricos recebam arquivos de forma associados ao ato, como escrituras e testamentos, para eventual consulta futura pelas autoridades ou pelas próprias partes envolvidas. A profissional de protocolo Enuzia de Sousa passou pelo novo procedimento ao abrir uma firma. Segundo ela, a medida aumenta a segurança. “Eu abri uma firma pra mim, pra minha própria segurança também. Acho mais seguro fazer desse modo, para não ter fraude, nada disso. Foi simples, sem estresse, rápido e seguro”, disse. Em um cartório da Zona Sul do Rio, o advogado Mário de Andrade precisava assinar a escritura de venda de um apartamento em Copacabana pertencente a um cliente. O ato foi filmado por uma funcionária com a câmera do celular. Para ele, o registro ajuda a dar transparência aos procedimentos. “Trazer banco de dados digitais, que as pessoas podem consultar como esse ato foi feito, na verdade traz o plano da realidade pro futuro. As pessoas podem exatamente ver o que aconteceu, como que essa liturgia foi feita, como os atos foram atrasados e o que as partes transacionaram efetivamente”, comentou o advogado. Os Cartórios do Rio são alvo de denúncias por fraudes com documentos falsos, desvios e venda de bens de vítimas. Fantástico A substituta do tabelião Barbara Firmo também destacou a importância do registro para evitar disputas futuras. “Fazer a compra de um imóvel hoje todo mundo ta ali presente, todo mundo de acordo, mas se no futuro essa transação vier a ser questionada, fica muito mais fácil solucionar aquela questão”, avaliou. Segundo ela, a iniciativa reforça o papel dos cartórios diante dos avanços tecnológicos. “Acho que o cartório de notas ter essa responsabilidade é também mostrar a capacidade dos cartórios de trazer esse tipo de segurança aos cidadãos que precisam cada vez mais de segurança diante da tecnologia, diante dos avanços da IA”, reforçou. A mudança ocorre após uma reportagem do Fantástico mostrar, no fim do ano passado, que cartórios do Rio estavam sendo investigados por fraudes. Pessoas humildes, brasileiros que moram fora do país e até pessoas mortas tiveram nomes e assinaturas usadas de forma irregular em crimes contra o patrimônio, que muitas vezes levam anos para serem identificados. A iniciativa de tornar obrigatório o registro e o arquivamento de imagens e chuva digital partiu da Corregedoria-Geral de Justiça e é considerada inédita no Brasil. Segundo o corregedor, desembargador Cláudio Brandão, o material ficará disponível para apuração, se necessário. “O que o provimento previsto é o registro do ato em si. Ele vai ficar armazenado. É um ato acessório à escritura, testamento. Se houver necessidade, essas informações serão acessíveis à corregedoria, ao poder judiciário, MP ou à própria parte”, explicou o corregedor. Para o corregedor, a nova regra deve reduzir a prática de crimes em cartórios. “Isso sem dúvida não vai inibir fraudes que ocorram na prática de atos notariais. São poucas, mas elas existem”.[/gpt3]










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